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Simulação chocante revela o efeito oculto da maconha no corpo


Anatomia do Maxilar em Detalhe (Foto: Instagram)

O uso frequente de cannabis é associado tipicamente a sensações de relaxamento e bem-estar, mas um vídeo divulgado pelo médico Dr Boogie detalha o que acontece no organismo quando o consumo se torna diário, especialmente por meio do fumo. Essa prática repetida traz mudanças imediatas e de longo prazo que nem sempre são percebidas pelos usuários.

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De acordo com Dr Boogie, a inalação da fumaça da planta provoca irritação instantânea nas vias respiratórias. Assim que a substância ativa THC (tetraidrocanabinol) é aspirada, ela sobe rapidamente pela circulação sanguínea até alcançar o cérebro em questão de minutos.

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O THC é o principal composto psicoativo da cannabis e se liga a receptores específicos no cérebro, desencadeando alterações na percepção, no humor e na coordenação motora. Conforme explica Dr Boogie, essa interação gera o chamado “barato” e eleva temporariamente a liberação de dopamina, neurotransmissor associado às sensações de recompensa. O sistema endocanabinoide do corpo, responsável por equilibrar funções como apetite, memória e regulação emocional, fica diretamente envolvido nesse processo.

Com o uso contínuo, o organismo desenvolve tolerância, obrigando o usuário a aumentar as doses para obter os mesmos efeitos iniciais. A exposição prolongada ao THC pode comprometer áreas cerebrais relacionadas à memória, ao aprendizado e à tomada de decisões. Especialistas alertam que, quando o consumo começa na adolescência — período em que o cérebro ainda amadurece até cerca dos 25 anos —, podem ocorrer alterações estruturais em regiões que controlam o raciocínio e o impulso, com impacto potencialmente duradouro.

Estudos também indicam que o hábito frequente de fumar cannabis eleva o risco de dependência e está associado a quadros de ansiedade e sintomas depressivos. Em pessoas vulneráveis, há relatos de aumento na incidência de episódios psicóticos. Mesmo após a fase inicial de euforia, muitos usuários apresentam sensação de cansaço, falta de motivação ou desânimo.

O sistema pulmonar sofre com a inalação constante da fumaça: o revestimento das vias aéreas pode ficar inflamado, resultando em tosse persistente, produção excessiva de muco e sintomas semelhantes aos de bronquite. Em usuários intensivos, tais efeitos aproximam-se dos observados em fumantes de tabaco. Além disso, o THC pode elevar temporariamente a frequência cardíaca. Em consumos elevados e regulares, esse aumento coloca sobrecarga nos vasos sanguíneos. Pesquisas apontam uma possível elevação no risco de infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral entre fumantes frequentes.

A resposta do organismo varia conforme fatores genéticos, a idade de início do uso e a quantidade consumida, sendo geralmente dependente da dose. Para aqueles que interrompem o consumo, há melhora progressiva após a suspensão, mas podem surgir sintomas de abstinência como insônia, irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça, suor, calafrios e redução do apetite. Esses sinais tendem a diminuir no período de duas a quatro semanas. Profissionais de saúde recomendam buscar orientação individualizada, já que não existe uma única estratégia eficaz para todos os casos.

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