
Paciente com olhos amarelados é internado para investigação clínica (Foto: Instagram)
Sean Holland começou a beber aos 18 anos para tentar controlar a ansiedade e o transtorno do pânico, mas aos poucos essa estratégia se transformou em dependência progressiva.
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Aos 21 anos, Sean Holland já apresentava tremores durante o expediente — sinais claros da “tremedeira do álcool” — e precisava ingerir bebidas mesmo para cumprir tarefas simples do dia a dia.
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Com o passar dos anos, o consumo disparou: por volta dos 24 anos, Sean Holland chegou a beber seis garrafas de vinho por dia porque a cerveja “já não fazia mais efeito”. Aos 23, ele começava o dia com 250 ml de vodca ou duas a três cervejas apenas para funcionar, e aos 25 consumia uma garrafa inteira de vodca entre 5h e 11h da manhã para evitar vômitos e convulsões.
O custo dessa rotina alcançava cerca de 55 libras esterlinas diariamente. Sob constante efeito do álcool, Sean Holland tornou-se agressivo e chegou a ser preso várias vezes. No ano passado, ele ingeria de dois a três litros de vodca por dia e chegou a se hospedar em um hotel com a intenção de suicídio, sendo encontrado em convulsão pelos pais e levado em estado grave ao hospital.
Os exames apontaram hepatite alcoólica, baço inflamado, danos renais e pancreatite — um quadro de falência orgânica numa pessoa de apenas 27 anos. Durante a internação, a bilirrubina acumulada pelo fígado comprometido deixou sua pele completamente amarelada, característica da icterícia, condição que só começou a regredir após três meses.
Após receber alta, Sean Holland passou dois meses em reabilitação e hoje está há 11 meses sóbrio. Atualmente, ele ajuda outras pessoas que lutam contra o alcoolismo: “Minha vida mudou de maneiras que não consigo explicar. Recuperei minha família, tenho renda estável e amigos que me fazem bem.”
Ele deixa ainda uma mensagem para quem enfrenta o mesmo desafio: “Sempre existe uma luz no fim do túnel, não importa o que você pense. Se eu consegui superar, qualquer um consegue.”







