Simulação preocupante mostra a realidade entre fumar e usar vape para “comparar qual é pior”

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Vaporizadores x cigarros tradicionais: efeitos contrastantes no organismo (Foto: Instagram)

Uma simulação recente colocou lado a lado os efeitos no organismo de quem utiliza o cigarro tradicional e de quem opta pelo cigarro eletrônico. Além de tornar visível, de forma direta, as diferenças no corpo humano, o estudo destacou dados da Organização Mundial da Saúde, que apontam que cerca de 1 em cada 5 adultos ainda faz uso regular de nicotina.

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Paralelamente, pesquisas realizadas no Reino Unido mostram uma mudança de hábito entre os fumantes: o uso de dispositivos eletrônicos descartáveis, disponíveis em uma ampla variedade de sabores, já supera o consumo de cigarros tradicionais em alguns levantamentos. Esse crescimento é atribuído à facilidade de acesso aos produtos e à crença de que o vape causaria menos prejuízos à saúde.

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Na comparação com o cigarro convencional, cada tragada chega a liberar cerca de 7.000 substâncias químicas, entre elas compostos ligados a tumores, como benzeno, formaldeído e arsênio. O alcatrão, segundo dados da American Cancer Society, pode variar de 8 a 43 miligramas por unidade, dependendo da marca, contribuindo para o acúmulo de resíduos nos pulmões. Além disso, o monóxido de carbono presente no fumo diminui a capacidade do sangue de transportar oxigênio, forçando o coração e o cérebro a trabalhar com maior esforço. O tabaco ainda contém nitrosaminas específicas, substâncias capazes de causar mutações no DNA e associadas a maior risco de câncer, doenças respiratórias e acidente vascular cerebral.

Por outro lado, o cigarro eletrônico não utiliza combustão: ele aquece um líquido que se transforma em aerossol, reduzindo drasticamente a liberação de subprodutos tóxicos. Estudos citados por autoridades de saúde do Reino Unido indicam que o vapor pode conter até 95% menos compostos nocivos em comparação ao fumo tradicional. Pesquisas de curto e médio prazo mostram que quem migra para o vape tem menor exposição a toxinas associadas a câncer, doenças pulmonares, infarto e AVC.

Mesmo assim, o dispositivo não é totalmente isento de riscos. Ele continua fornecendo nicotina, substância altamente viciante que acelera a frequência cardíaca e provoca constrição vascular. Em condições específicas de aquecimento, certos líquidos podem gerar formaldeído acima dos limites permitidos — um problema combatido pelo sistema regulatório no Reino Unido. Já produtos não fiscalizados podem liberar metais pesados, como chumbo e níquel, provenientes das resistências. Há relatos também de dispositivos ilegais contendo diacetil, composto proibido pela União Europeia por sua associação à bronquiolite obliterante, doença conhecida como “pulmão de pipoca”. Especialistas em saúde pública ressaltam que o vape pode servir como ferramenta de redução de danos para fumantes que desejam parar de fumar, mas reforçam que não é indicado para pessoas que nunca fumaram, pois mantém a dependência à nicotina.