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Estreito de Ormuz tem mais de 150 navios petroleiros engarrafados após ataques ao Irã

Irã bloqueia o Estreito de Ormuz e ameaça o fluxo mundial de energia (Foto: Instagram)

A escalada do conflito envolvendo o Irã desencadeou um congestionamento sem precedentes no Estreito de Ormuz, onde mais de 150 navios petroleiros e gaseiros estão retidos. Os ataques recentes provocaram avarias em embarcações e fatalidades, levando seguradoras a suspenderem apólices contra riscos de guerra. Essa paralisação já pressiona os valores globais do petróleo, do gás natural e das tarifas de transporte marítimo.

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O acirramento dos confrontos gerou um verdadeiro engarrafamento nessa passagem vital para o comércio energético mundial. Pelo canal, trafega cerca de 20% do petróleo consumido globalmente, além de volumosos carregamentos de gás natural que abastecem mercados na Europa e na Ásia.

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Dados da plataforma MarineTraffic de domingo (1º) indicam que pelo menos 150 embarcações, entre petroleiros e navios-tanque de GNL, permanecem ancoradas no estreito e em pontos próximos. As operações entre Irã e Omã foram praticamente interrompidas após ataques em retaliação a ações de Estados Unidos e Israel.

Segundo o MarineTraffic, as embarcações estão concentradas diante das costas do Iraque, da Arábia Saudita e do Catar, este último um dos maiores exportadores de gás do planeta. O governo iraniano declarou o fechamento da via, levando refinarias e governos no Leste asiático a reavaliarem seus estoques estratégicos de petróleo.

Entre os incidentes, o navio químico Stena Imperative, com bandeira dos EUA, foi alvo de disparos aéreos enquanto atracado no Golfo Pérsico, matando um operário de estaleiro. Outra ofensiva resultou na morte de um tripulante do MKD VYOM, de bandeira Ilhas Marshall, na costa de Omã. Ao menos dois petroleiros e um navio de suprimentos também sofreram danos.

Em resposta ao aumento do risco, líderes do setor de seguros marítimos — como Gard, Skuld, NorthStandard, London P&I Club e American Club — anunciaram o cancelamento das coberturas de guerra a partir de 5 de março. O grupo japonês MS&AD Insurance comunicou à Reuters a suspensão da subscrição de diversas apólices na região.

No mercado financeiro, os contratos futuros de petróleo Brent subiram mais de 8%, enquanto o gás natural europeu registrou forte valorização. Os custos de transporte do Golfo Pérsico para a Ásia, já nos patamares mais altos em seis anos, devem aumentar ainda mais. O índice de frete TD3C, referência para a rota entre Oriente Médio e China, quase triplicou desde o início de 2026, alcançando tarifas superiores a US$ 12 milhões por viagem.

Com a continuidade das tensões e a indefinição sobre a reabertura total do Estreito, analistas alertam que será difícil ver redução imediata nos preços de energia, nos fretes marítimos e nas cadeias globais de abastecimento nas próximas semanas.

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