
A Justiça de São Paulo decidiu indeferir a liminar solicitada por Sandra Regina Ruiz Gomes, a Sandrão, que pretendia tirar do ar a série Tremembé, exibida pelo Amazon Prime Video. Com isso, a produção segue acessível ao público enquanto o processo judicial avança em suas etapas iniciais.
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Sandrão argumentou que a trama apresenta uma interpretação equivocada de seu envolvimento no crime pelo qual foi condenada, sugerindo que a obra a retrata como mandante e executora de forma inverídica. Ela afirmou que essa representação tem gerado ameaças, hostilidade pública e comprometido seu processo de ressocialização.
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Condenada a 27 anos de reclusão por participar do sequestro de um adolescente de 14 anos que resultou em morte, Sandrão ganhou notoriedade ao se envolver com Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga durante o período em que esteve no presídio de Tremembé. Esses episódios são parte central do enredo da série.
Na petição inicial, a defesa destacou que a sentença criminal reconheceu apenas participação secundária, limitada a contatos telefônicos. Por isso, pediu a retirada imediata dos episódios, a supressão de trechos considerados falsos e uma indenização mínima de R$ 3 milhões por danos morais.
Ao julgar o pedido, o magistrado afirmou que a remoção imediata poderia configurar censura prévia, contrariando o princípio da liberdade de expressão assegurado às produções baseadas em fatos reais. A corte entendeu que eventuais prejuízos devem ser discutidos no curso normal do processo.
Com a decisão, Tremembé permanece no catálogo do Amazon Prime Video, e o andamento dos pedidos de indenização e demais pontos questionados pela defesa segue em tramitação na Justiça.
