
Donald Trump em discurso sobre retaliação ao Irã (Foto: Instagram)
Desde a intensificação dos confrontos entre Estados Unidos, Israel e Irã, o presidente Donald Trump voltou a levantar uma possibilidade que circula na imprensa e nas redes sociais: o que ocorreria se houvesse uma tentativa de assassinato contra o líder americano? Ele fez comentários diretos sobre o que motivaria uma retaliação sem precedentes caso o Irã ou grupos aliados ousassem atacar o mandatário.
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O cenário se agravou após as ofensivas lançadas em 28 de fevereiro por forças americanas e israelenses contra alvos iranianos. Segundo Trump, o propósito das ações era destruir as capacidades nucleares e os sistemas de mísseis do país. As operações abrangeram diversas cidades, atingindo até áreas próximas a Teerã, e culminaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei.
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Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos israelenses e instalações de nações aliadas dos Estados Unidos no Golfo. Aeroportos estratégicos em Dubai, Abu Dhabi e Doha chegaram a suspender temporariamente suas operações, provocando atrasos de voos e deixando milhares de passageiros retidos.
Dias depois da morte de Khamenei, reapareceu um vídeo gravado em fevereiro de 2025 em que Trump, questionado sobre a hipótese de uma tentativa de assassinato, respondeu: “Seria algo terrível para eles fazerem. Não por minha causa. Se fizessem isso, seriam obliterados. Seria o fim.” O presidente também afirmou ter deixado orientações específicas para o caso de algo acontecer com ele e declarou que “não sobraria nada” do Irã nessa circunstância.
Em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, Trump disse ainda que teria neutralizado uma ameaça antes que ela pudesse atingi-lo. “Eu o peguei antes que ele me pegasse”, disse, referindo-se a Khamenei, e acrescentou que duas investidas anteriores contra sua vida teriam sido frustradas por medidas antecipadas.
A Constituição dos Estados Unidos define que, em caso de morte de um presidente em exercício, o vice-presidente assume imediatamente o cargo. Atualmente, essa posição é ocupada por JD Vance, que se tomasse posse antes de agosto se tornaria o mais jovem presidente da história americana, aos 41 anos. Vance teria plenos poderes para formar novo gabinete e indicar um vice, sujeito à aprovação do Congresso.
Embora o Irã não disponha de mísseis balísticos intercontinentais capazes de atingir o território continental norte-americano, autoridades dos Estados Unidos consideram outras formas de ameaça, como ataques cibernéticos e ações de grupos aliados. Em contra-ataques recentes, relatos internacionais apontam que ao menos nove pessoas morreram em Beit Shemesh, em Israel, e que instalações estratégicas, como uma base naval americana no Bahrein e o aeroporto de Dubai, foram alvos de disparos.
Trump justificou as operações afirmando que o objetivo era impedir a obtenção de armas nucleares pelo Irã. “Vamos destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”, declarou em vídeo divulgado na rede Truth Social. O governo iraniano, por sua vez, sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e classificou os ataques como declaração de guerra. Além da morte de Khamenei, as ofensivas teriam deixado centenas de vítimas civis, incluindo pelo menos 153 mortos em um ataque a uma escola em Minab.
Em meio à crise, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, confirmou que aeronaves britânicas realizam missão defensiva no Oriente Médio para proteger cidadãos e interesses, mas negou participação direta nos bombardeios. A secretária de Relações Exteriores do país reforçou a aposta em solução diplomática e declarou que Londres não seria arrastado para um novo conflito.
Os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, o Bahrein e o Kuwait relataram interceptações de mísseis e drones, e o fechamento de aeroportos estratégicos provocou alterações no tráfego aéreo internacional. Rotas foram suspensas, companhias aéreas redirecionaram voos e governos emitiram alertas aos cidadãos, mantendo a região em alerta enquanto protocolos institucionais seguem preparados para quaisquer desdobramentos.







