
Vladimir Putin e Dmitry Medvedev em reunião oficial em Moscou (Foto: Instagram)
Em Moscou, o ex-presidente russo Dmitry Medvedev, aliado de Vladimir Putin, alertou que a insistência do presidente Donald Trump em prosseguir com operações militares pode desencadear, sem dúvida, o início de uma terceira guerra mundial.
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O clima entre grandes potências já se agravava desde o começo de 2026, quando os Estados Unidos anunciaram a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e retomaram ataques com mísseis contra o Irã. Autoridades americanas informaram que essas ações resultaram na morte do líder supremo iraniano.
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Em reação, Trump declarou que as operações conduzidas em conjunto com Israel poderão se estender por várias semanas. Segundo o presidente, as metas são claras: neutralizar a capacidade naval iraniana, destruir lançadores de mísseis, frear o programa nuclear de Teerã e interromper o apoio do país a grupos tidos como terroristas.
Foi nesse cenário de tensões que Dmitry Medvedev fez críticas severas ao posicionamento dos Estados Unidos. Em entrevista à agência estatal russa TASS, questionado sobre a hipótese de a Terceira Guerra Mundial já ter começado, ele respondeu que, formalmente, ainda não, mas que o curso “insano de mudança criminosa de regime” conduzido por Trump dispara o risco de uma conflagração global.
Na avaliação de Medvedev, o presidente americano cometeu “um erro grave” ao seguir esse caminho, expondo civis nos Estados Unidos a perigos potenciais. O ex-chefe de Estado russo também ressaltou o alcance simbólico da morte do líder religioso iraniano, lembrando que ele representava referência espiritual para cerca de 300 milhões de xiitas. “Agora ele também é um mártir. Você pode imaginar o resto”, comentou.
Medvedev teme que o episódio fortaleça a determinação iraniana em avançar no desenvolvimento de armas nucleares. As relações entre Rússia e Irã são estreitas, inclusive em áreas militares: nos últimos anos, drones iranianos foram enviados a Moscou e empregados pelas forças russas contra a Ucrânia, conflito que já supera quatro anos de duração, embora tenha sido dito inicialmente como breve.
O governo russo considerou os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã “um ato premeditado e não provocado de agressão armada” contra um Estado soberano membro da ONU. Moscou alertou para possíveis desdobramentos humanitários, econômicos e até radiológicos, caso a escalada continue sem controle.
Conhecido por fala mais beligerante do que a de Vladimir Putin, Medvedev prometeu responder caso os Estados Unidos tentem repetir no líder russo o que ocorreu com o guia supremo iraniano: “Não existe cura mágica para ações de idiotas completos”, disse, acrescentando que o custo de um conflito nuclear seria tão elevado que Hiroshima e Nagasaki pareceriam “brincadeira de criança em uma caixa de areia”.
Enquanto isso, Trump já avisou que qualquer atentado contra ele traria retaliações severas. Se viesse a ser assassinado durante o mandato, a Constituição dos Estados Unidos prevê que o vice-presidente, JD Vance, assuma o comando. As declarações simultâneas de Medvedev e Trump ampliam o nível de tensão diplomática em um momento em que o equilíbrio global parece cada vez mais frágil, entre ameaças nucleares, alianças estratégicas e retóricas explosivas.







