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ONU presencia embate entre EUA e Irã após ataques de Israel que mataram Ali Khamenei


Embate diplomático na ONU após morte de Khamenei (Foto: Instagram)

Na sede das Nações Unidas em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU presenciou um embate entre representantes dos EUA e do Irã após bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel na madrugada de sábado, 28 de fevereiro, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã. ++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Os ataques, descritos como uma ofensiva destinada a enfraquecer a capacidade militar iraniana — incluindo sistemas de mísseis, unidades navais e estruturas ligadas ao programa nuclear —, provocaram convocação imediata de sessão de emergência no Conselho de Segurança da ONU. ++ Irmão ameaça chamar a polícia após visita de Suzane Richthofen

Durante a reunião, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, adotou tom direto ao dirigir-se ao colega norte-americano. “Eu tenho apenas uma palavra. Aconselho o representante dos Estados Unidos a ser educado”, afirmou Iravani, acrescentando: “Será melhor para você e para o país que você representa, obrigado.”

Em resposta, o embaixador americano Mike Waltz disse: “Francamente, não vou dignificar isso com outra resposta.” Waltz aproveitou para criticar o regime iraniano, afirmando que Iravani “representa um governo que matou dezenas de milhares de seu próprio povo e prendeu muitos outros simplesmente por desejarem liberdade da sua tirania.” O embate verbal ilustrou o clima tenso e as acusações mútuas, tanto para a comunidade internacional quanto para as audiências domésticas de cada país.

Iravani qualificou os bombardeios como violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, chamando a ação de “agressão não provocada e premeditada contra a República Islâmica do Irã pela segunda vez em meses recentes”. Ele afirmou ainda: “Isso não é apenas um ato de agressão; é um crime de guerra e um crime contra a humanidade.” O diplomata rejeitou justificativas baseadas em ameaças iminentes ou ataques preventivos, dizendo que tais alegações “não têm base legal, moral ou política”.

No lado norte-americano, a operação militar foi batizada de “Operation Epic Fury” e previa uma campanha de quatro a cinco semanas para neutralizar instalações estratégicas iranianas. Em meio à escalada, o presidente Donald Trump indicou que novos bombardeios podem ocorrer. Em entrevista à CNN, o presidente mencionou que “uma grande onda” de ataques aéreos ainda estaria por vir.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que os estoques de munição dos EUA, nos níveis médio e médio superior, “nunca estiveram tão altos ou melhores”. Ele garantiu ter sido informado de que o país possui suprimento “virtualmente ilimitado” dessas armas e afirmou que “guerras podem ser travadas ‘para sempre’, e com muito sucesso, usando apenas esses estoques”, ressaltando que esse arsenal é superior ao de outras nações.

Por enquanto, não há cronograma público para o encerramento da “Operation Epic Fury”. O cenário permanece marcado por incertezas diplomáticas e movimentações estratégicas que podem alterar o equilíbrio de forças no Oriente Médio e impactar decisões de política externa de Estados Unidos, Israel e outros membros do Conselho de Segurança da ONU.

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