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Charles “Sonny” Burton, no corredor da morte há mais de 30 anos, enfrenta execução em março de 2026


Charles “Sonny” Burton, condenado à morte no Alabama após mais de 30 anos no corredor da morte (Foto: Instagram)

Um caso histórico do sistema judicial dos Estados Unidos voltou a ganhar atenção décadas após um assalto ocorrido no início da década de 1990. No centro desse debate está Charles “Sonny” Burton, hoje com 75 anos, que passou mais de 30 anos no corredor da morte no estado do Alabama e tem uma execução programada para 12 de março de 2026.

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Burton foi condenado por assassinato em um processo relacionado a um roubo ocorrido em 1991 em uma loja de autopeças da rede AutoZone, na cidade de Talladega. Naquela manhã, seis homens armados invadiram o estabelecimento e ordenaram que funcionários e clientes se deitassem no chão enquanto o grupo ameaçava e controlava todos dentro do local.

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Durante o crime, Burton conduziu o gerente da loja aos fundos para abrir o cofre, de onde foi retirado dinheiro em meio ao pânico instaurado. A situação tomou um rumo trágico quando o cliente e veterano do Exército Doug Battle, de 34 anos, entrou no estabelecimento e se envolveu em uma discussão com um dos assaltantes, Derrick DeBruce.

Pouco depois, já com parte do grupo tentando fugir, DeBruce disparou uma arma contra Battle, atingindo-o pelas costas e causando sua morte no local. Ainda que Burton não tenha sido o autor do tiro, ele foi responsabilizado sob a lei de “felony murder” do Alabama, que considera homicídio a morte de qualquer pessoa durante a prática de crimes graves, como assaltos armados.

Enquanto Burton foi sentenciado à pena de morte, Derrick DeBruce teve sua pena capital revertida após um tribunal federal reconhecer violações de seus direitos constitucionais durante o julgamento. Em seguida, o estado do Alabama aceitou rebaixar sua condenação para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Com essa mudança, Burton tornou-se o único participante do assalto ainda ameaçado pela execução. O método previsto para seu cumprimento é a hipóxia por nitrogênio, em que se isola o condenado em ambiente com gás até a perda de consciência. A técnica, considerada recente, tem gerado intensa discussão sobre constitucionalidade e direitos humanos.

O advogado de Burton, Matt Schulz, sustenta que seu cliente “não matou ninguém, não ordenou que alguém matasse e sequer viu o assassinato ocorrer”. Segundo Schulz, Charles “Sonny” Burton não presenciou o disparo e jamais teve participação direta no homicídio de Doug Battle.

A própria família da vítima também se manifestou. Tori Battle, filha de Doug, tinha apenas nove anos quando o pai foi morto. Hoje adulta, ela escreveu às autoridades pedindo clemência para Burton, afirmando: “Eu não vejo como essa execução vai contribuir para a minha cura”. Em sua carta, Tori recorda o pai como alguém pacífico e expressa esperança de que o governador conceda perdão e permita a revisão da sentença de Charles “Sonny” Burton.

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