
Trump mira em Cuba após ofensiva contra o Irã (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a chamar atenção ao sugerir que Cuba poderá ser o próximo foco da política externa norte-americana, poucos dias após forças americanas e de Israel atacarem instalações estratégicas no Irã acompanhadas de uma série de bombardeios. Em entrevista à CNN na manhã de sexta-feira, Trump afirmou que um país muito mais próximo dos EUA estaria prestes a ceder à pressão externa.
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Os bombardeios começaram em 28 de fevereiro, depois que as negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano fracassaram. Durante aquela ofensiva, alvos sensíveis foram atingidos por aviões e mísseis lançados por unidades dos Estados Unidos e de Israel, ampliando o confronto no Oriente Médio.
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Entre as consequências mais graves daquele ataque está a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Com a vacância do cargo mais poderoso na estrutura política e religiosa do Irã, o país iniciou um processo interno para escolher seu sucessor. Mesmo com o desenvolvimento dessa crise, Trump tratou Cuba como prioridade imediata.
Segundo Trump, “Cuba vai cair muito em breve, aliás. Eles querem fazer um acordo desesperadamente”. Ele revelou que pretende designar o senador Marco Rubio para tratar diretamente do assunto: “Eles querem fazer um acordo, então vou colocar Marco lá e veremos como isso funciona. Estamos muito focados nisso agora, temos tempo, mas Cuba está pronta depois de 50 anos.”
O presidente afirmou ainda acompanhar a situação da ilha há cinco décadas. “Tenho observado isso há 50 anos e caiu no meu colo por causa de mim. Caiu no colo, de qualquer forma. E estamos indo muito bem.” Essa declaração reforça a antiga tensão entre Estados Unidos e Cuba, iniciada com a revolução de 1959.
Naquela ocasião, Fidel Castro derrubou o ditador Fulgencio Batista, aliado de Washington, promovendo uma virada geopolítica que transformou a ilha em ponto central de rivalidades. Em 1961, a fracassada invasão da Baía dos Porcos, apoiada pelos EUA, fortaleceu internamente o governo de Castro e aprofundou o conflito com Washington.
Em 1962, outra disputa histórica ficou marcada pela crise dos mísseis, quando a União Soviética instalou armamentos nucleares em Cuba. A descoberta colocou Estados Unidos e União Soviética à beira de um confronto nuclear, intensificando o embargo econômico imposto pelos americanos durante décadas e repetidamente criticado em resoluções da ONU.
A partir de 2015, no fim do governo Barack Obama, algumas restrições foram flexibilizadas, permitindo maior intercâmbio e investimento na ilha. No entanto, após a eleição de Donald Trump em 2016, sanções foram restabelecidas em 2017, e novas medidas mais duras chegaram em 2025 durante seu segundo mandato.
Enquanto isso, no front diplomático com o Irã, Trump fez nova publicação na rede Truth Social: “Não haverá acordo com o Irã, exceto rendição incondicional”. Ele apontou que, depois de uma eventual mudança de liderança em Teerã, Estados Unidos e seus aliados ajudarão na reconstrução econômica iraniana. “Depois disso, nós e muitos de nossos aliados e parceiros muito corajosos trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando sua economia maior, melhor e mais forte do que nunca.”
