
Fé e Fogo: militares veem o conflito no Oriente Médio como prenúncio do Apocalipse (Foto: Instagram)
A escalada de confrontos entre Irã, Estados Unidos e Israel ganhou um componente religioso após denúncias internas que envolvem a Military Religious Freedom Foundation, o jornalista Jonathan Larsen e seu presidente, Mikey Weinstein. Relatos encaminhados por militares sugerem que alguns comandantes afirmaram que o conflito reflete um plano divino relacionado ao fim dos tempos, citando passagens do Livro do Apocalipse e indicando que eventos como a morte de Ali Hosseini Khamenei e as declarações de Donald Trump fazem parte dessa narrativa.
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Os combates se intensificaram no fim de fevereiro, quando tropas americanas e israelenses lançaram ataques contra instalações no Irã. Bombardeios e disparos de mísseis foram realizados em locais estratégicos, visando áreas tidas como de importância militar. O líder supremo iraniano, Ali Hosseini Khamenei, morreu após um dos bombardeios atingir sua residência em Teerã, gerando indignação no país e elevando ainda mais a tensão na região.
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Em resposta, o Irã disparou uma série de ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e seus aliados em vários pontos do Oriente Médio. Kuwait, Omã, Bahrein e Dubai constaram entre os locais atingidos. Um dos ataques no Kuwait resultou na morte de seis soldados americanos, ampliando o receio de uma guerra regional de maiores proporções.
Enquanto as operações militares prosseguiam, o presidente Donald Trump declarou publicamente que o conflito poderia se estender por mais tempo do que o inicialmente estimado. A afirmação reacendeu debates sobre os gastos econômicos envolvidos e o impacto sobre os contribuintes dos Estados Unidos.
No meio desse cenário, surgiram denúncias encaminhadas à Military Religious Freedom Foundation. Segundo Jonathan Larsen, centenas de militares de cerca de 40 unidades e 30 instalações distintas relataram que oficiais superiores teriam dito aos soldados que a guerra fazia parte de um desígnio divino. Uma carta de um suboficial afirma que um comandante de unidade determinou que o conflito era “parte do plano divino de Deus” e referiu-se ao Apocalipse para prever batalhas do fim dos tempos e o retorno de Jesus Cristo.
Os registros apontam aproximadamente 110 reclamações sobre discursos que teriam “destruído o moral e a coesão das tropas” e violado o juramento de defender a Constituição. Um relato específico diz que um comandante afirmou que Donald Trump teria sido “ungido por Jesus para acionar o fogo inicial no Irã e provocar o Armagedom”.
Mikey Weinstein, presidente da Military Religious Freedom Foundation, confirmou à reportagem que seu escritório recebeu uma onda de mensagens com teor semelhante. De acordo com ele, muitos militares relatam entusiasmo de alguns líderes ao interpretar o conflito como sinal do esperado “fim dos tempos” descrito no Novo Testamento.
