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Ocasio-Cortez diz que Trump usou ataque ao Irã para desviar atenção dos arquivos Epstein


Registro de arquivo mostra duas personalidades associadas a investigações de alto perfil (Foto: Instagram)

A deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez criticou nesta semana o presidente Donald Trump e afirmou que a ofensiva militar recente contra o Irã foi empregada como manobra para tirar o foco das controvérsias envolvendo os documentos do caso Jeffrey Epstein.
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A tensão se intensificou após ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos iranianos no fim de semana anterior. Segundo o governo americano, o objetivo era eliminar ameaças iminentes e impedir que o programa nuclear do Irã desenvolvesse mísseis de longo alcance capazes de atingir solo americano.
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O presidente Donald Trump defendeu a decisão, alegando que era fundamental para proteger interesses estratégicos dos Estados Unidos e prevenir riscos futuros. Ele lembrou que, em sua campanha anterior, prometera evitar novos conflitos no exterior, ponto que levou críticos a questionarem a coerência dessa ação militar.

Em entrevista ao canal MeidasTouch, em Washington, Alexandria Ocasio-Cortez questionou o momento escolhido para as operações e sugeriu motivação política interna. Ela declarou que Trump agiu impulsivamente tanto na Venezuela quanto no Irã, sem apresentar um plano de desmobilização ou uma estratégia de saída clara para essas intervenções.

A parlamentar também destacou a coincidência temporal entre essas decisões de política externa e revelações nos chamados arquivos Epstein, conjunto de documentos e depoimentos sobre Jeffrey Epstein. Ocasio-Cortez afirmou que sempre que surgiam novas informações sobre o caso, decisões militares semelhantes vinham à tona, o que, segundo ela, não pode ser visto como mera casualidade.

O debate ganhou um desdobramento com a divulgação, no início do ano, de documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Entre eles está uma entrevista de 2019 ao FBI com uma mulher não identificada que alega ter sido abusada sexualmente por Epstein e por Trump quando era menor de idade.

Os arquivos indicam que o nome de Trump aparece mais de cinco mil vezes em diferentes registros relacionados à investigação, mas não resultaram até o momento em acusações formais nem em comprovação de conduta criminosa. O Departamento de Justiça alertou que parte do material pode conter informações falsas ou não verificadas.

Em reação, a Casa Branca, por meio da porta-voz Abigail Jackson, desqualificou as críticas de Ocasio-Cortez, afirmando que ela não deveria ser levada a sério em debates de política externa. Jackson ironizou a deputada ao dizer que ela nem sequer sabe localizar o Equador.

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