
Dr. Rema Malik destaca a circulação ativa como segredo para artérias flexíveis na maturidade (Foto: Instagram)
Chegar aos 90 anos em boa forma costuma ser atribuído a uma alimentação balanceada, predisposição genética e baixos níveis de estresse. No entanto, a cirurgiã vascular Rema Malik chama atenção para um aspecto adicional: a circulação do sangue de forma constante durante todo o dia. Em sua prática clínica, ela percebeu que esse simples cuidado contribui de maneira significativa para o bom funcionamento das veias e artérias, preservando a flexibilidade e prevenindo o acúmulo de placas nas paredes vasculares. Segundo Malik, pequenas movimentações frequentes podem fazer tanta diferença quanto treinos mais intensos.
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Nas redes sociais, onde reúne mais de 100 mil seguidores, a médica compartilha suas observações baseadas em exames de ultrassom vascular. Esses exames permitem avaliar diretamente o estado dos vasos sanguíneos, mostrando com clareza a elasticidade das artérias e veias dos pacientes. O acesso às imagens em tempo real dá a Malik a oportunidade de comparar perfis vasculares em diferentes idades, identificando padrões que associam a circulação ativa ao longo do dia a uma longevidade com sistema circulatório saudável.
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Em um dos casos que despertou maior interesse, Malik atendeu recentemente um homem de 92 anos. Mesmo com quase um século de vida, os exames demonstraram artérias tão nítidas e flexíveis quanto as encontradas em pessoas de 50 anos. Para a cirurgiã, essa preservação notável reflete o hábito do paciente de se levantar com frequência, caminhar um pouco após as refeições e evitar longos períodos sentado. Ela destaca que essas ações simples funcionam como um estímulo constante à circulação, mantendo o sangue em movimento e prevenindo a estagnação.
Um conceito central para Malik é a flexibilidade endotelial, que corresponde à capacidade dos vasos de se expandirem e contraírem de forma eficiente. Quando esse mecanismo está preservado, o fluxo sanguíneo percorre o corpo com naturalidade, garantindo a distribuição adequada de oxigênio aos tecidos e reduzindo o risco de formação de placas ateroscleróticas. Por outro lado, o sedentarismo prolongado prejudica essa elasticidade, pois faz com que o sangue se acumule em determinadas regiões, aumentando a pressão nas veias e dificultando o retorno venoso ao coração.
Para manter a flexibilidade vascular, Malik sugere adotar o “flush pós-refeição”: uma breve caminhada de cerca de 30 minutos após cada refeição, que ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue e a ativar o bombeamento natural do corpo. Além disso, ela recomenda alternar temperaturas durante o banho, finalizando com 30 segundos de água fria para exercitar a contração e relaxamento das veias. Outro hábito apontado pela médica é elevar as pernas acima do nível do coração por cerca de 15 minutos ao longo do dia, facilitando o retorno do sangue das extremidades inferiores.
Segundo Malik, tais práticas não demandam equipamentos especiais nem mudanças drásticas na rotina. Basta incorporar movimentos e posturas simples ao cotidiano para estimular a circulação de forma contínua. A especialista ressalta que, mais do que sessões intensas de atividade física, são as pequenas pausas e hábitos frequentes — como esticar as pernas, subir escadas devagar ou caminhar até a cozinha — que mantêm o sangue fluindo e ajudam a proteger o sistema circulatório com o passar dos anos.
