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Mojtaba Khamenei é nomeado novo líder supremo do Irã e provoca reação de Donald Trump


Mojtaba Khamenei acena a apoiadores após assumir como novo líder supremo do Irã. (Foto: Instagram)

Poucos dias após intensos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o aiatolá Ali Khamenei morreu em 28 de fevereiro, no primeiro dia do conflito, durante um ataque militar. Em seguida, a Assembleia de Especialistas decidiu rapidamente quem seria o novo comandante máximo da República Islâmica: Mojtaba Khamenei. A nomeação também irritou o presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

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O órgão responsável pela escolha do líder supremo reúne clérigos e políticos influentes com poder para definir o sucessor. Em reunião ao longo do fim de semana, a Assembleia de Especialistas confirmou Mojtaba, de 56 anos, filho do falecido aiatolá. A decisão seguiu os trâmites previstos na Constituição iraniana, acionando o mecanismo de sucessão em meio a uma crise sem precedentes.

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Analistas destacam que Mojtaba Khamenei tem perfil ainda mais rígido do que o do pai e projeta linha dura em questões internas e externas. Logo após a nomeação, o Conselho de Defesa iraniano emitiu comunicado reafirmando lealdade irrestrita ao novo líder supremo: “Obedeceremos ao comandante-em-chefe até a última gota do nosso sangue.”

Em seu primeiro ato público, imagens da emissora estatal mostraram Mojtaba assinando um míssil antes de seu lançamento contra Israel. A inscrição no projétil dizia: “Ao seu serviço, Sayyid Mojtaba”, gesto que simboliza a continuidade da postura militar de Teerã no conflito.

O episódio foi amplamente divulgado pelos canais oficiais do governo, reforçando a ideia de que a transição de poder não altera a estratégia bélica do Irã. Observadores interpretam o lançamento como mensagem direta ao Ocidente e aliado israelense.

Mojtaba Khamenei mantém vínculos estreitos com a Guarda Revolucionária Islâmica, força militar criada após a Revolução de 1979. Depois da nomeação, representantes da Guarda divulgaram declaração de apoio: prometeram obedecer totalmente às ordens do novo aiatolá e defender os princípios da revolução islâmica.

No cenário internacional, a escolha provocou críticas de Donald Trump, que antes da confirmação chamou a indicação de “inaceitável” e afirmou que qualquer líder iraniano “não vai durar muito” sem aval de Washington. Durante o programa Fox and Friends, o presidente voltou a questionar Mojtaba. Em entrevista ao Times of Israel, Trump resumiu: “Vamos ver o que acontece.”

Dentro do próprio Irã, a reação da população é mista. Transmissões da TV estatal mostraram multidões em praças de Teerã saudando o novo líder, enquanto vídeos gravados por moradores – apesar do bloqueio da internet há mais de uma semana – registraram protestos e gritos de “Morte a Mojtaba”. Um homem na faixa dos 30 anos, entrevistado pela BBC, avaliou: “Até a menor chance de mudança dentro do sistema desapareceu. Tudo continuará praticamente igual.”

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