
Soldado iraniano exibe fuzil e bandeira durante tensão no Estreito de Ormuz (Foto: Instagram)
A tensão no Oriente Médio voltou a preocupar a comunidade global após informações de inteligência indicarem que o Irã teria começado a instalar minas explosivas no Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o transporte de petróleo. A presença dessas armas submersas pode interromper o fluxo diário de milhões de barris e causar elevações súbitas nos preços internacionais de energia, gerando incertezas nos mercados financeiros e logísticos do setor petrolífero.
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O episódio faz parte de uma escalada de confrontos entre o Irã e os Estados Unidos desencadeada no fim de fevereiro, quando uma ação militar americana atingiu o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo de Teerã. Nas semanas seguintes, drones iranianos alvejaram aeroportos, embaixadas dos Estados Unidos e grandes redes de hotéis, resultando em cancelamentos de voos e milhares de estrangeiros retidos na região.
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Mesmo diante do aumento das hostilidades, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente em entrevista à CBS News, após conversa com o presidente russo Vladimir Putin, que o conflito estaria prestes a terminar. Trump afirmou que o Irã “perdeu quase toda a sua capacidade militar”, incluindo marinha, força aérea e sistemas de comunicação.
Relatórios publicados por veículos como CNN e The Guardian, contudo, descrevem um quadro de resistência iraniana que segue ativa, com fábricas de drones operando e mísseis sendo mobilizados em diversas frentes. Segundo essas matérias, o país mantém reservas suficientes para retomar e escalar ações contra interesses americanos e de aliados na região.
O Estreito de Ormuz, estreito corredor entre Irã e Omã, concentra cerca de 20% da produção petrolífera mundial, com navios que carregam petróleo cru do Golfo Pérsico para a Ásia, Europa e outros continentes. Pequenas interrupções ali podem provocar altas bruscas no valor do barril, afetando diretamente consumidores e investidores globais.
Fontes de inteligência citadas pela CNN afirmam que o Irã já posicionou “algumas dezenas de minas” e tem capacidade de espalhar centenas de dispositivos subsea. Projetadas para permanecer inativas até a passagem de navios, essas minas podem detonar ao detectar o casco próximo, resultando em danos catastróficos ou afundamento de embarcações.
Em resposta às suspeitas, o Comando Central dos Estados Unidos (U.S. Central Command) afirmou ter destruído, em 10 de março, 16 navios iranianos envolvidos em operações de minagem no Estreito de Ormuz. Vídeos oficiais mostram explosões no mar após ataques aéreos seletivos. O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, declarou que as forças dos Estados Unidos estão “eliminando com precisão implacável embarcações usadas para espalhar minas” e que não permitirão o bloqueio da passagem.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã reforçou a ameaça de “fechar completamente o estreito”, alegando que “nem um litro de petróleo” cruzaria aquela rota se os ataques americanos prosseguissem. Antes do conflito, o país produzia cerca de 3,5 milhões de barris diários — metade destinada à exportação, segundo o Wall Street Journal. A maioria desse volume segue para a China, e a Ilha de Kharg, a noroeste do canal, concentra 94% do escoamento de petróleo iraniano.
A incerteza sobre a segurança da rota provocou fortes oscilações: em semanas, o preço do barril variou entre menos de 80 e mais de 90 dólares e chegou a atingir 120 dólares, de acordo com Neil Quilliam, analista do centro Chatham House. Quilliam alertou que, se houver novos ataques à infraestrutura, o preço pode alcançar 150 dólares por barril, refletindo o medo de investidores de que a região seja temporariamente bloqueada.
Entre possíveis medidas adicionais, o jornal The Independent revelou que autoridades americanas cogitam assumir o controle da Ilha de Kharg. Petras Katinas, do Royal United Services Institute, avalia que essa ação cortaria a principal linha de exportação de petróleo do Irã. O general Dan Caine declarou que a Marinha dos Estados Unidos pode passar a escoltar navios comerciais na travessia do estreito. E Pete Hegseth reforçou que qualquer tentativa de interromper o fluxo de petróleo será respondida com força ainda maior.







