Site icon Jetss BR

Katy Perry perde disputa de marca registrada contra Katie Perry após 16 anos de batalha judicial


Katy Perry durante evento após disputa de marca na Austrália (Foto: Instagram)

A cantora Katy Perry e a designer australiana Katie Taylor, que batizou sua marca de roupas como Katie Perry, travaram uma disputa que chegou até a Alta Corte da Austrália, envolvendo o empresário Steven Jensen, menções em veículos como CNN e MTV, a plataforma iTunes para downloads e até o juiz Simon Steward, com repercussão em programas como A Current Affair.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

A história começou em 2007, quando Katie Taylor tentou registrar formalmente a marca Katie Perry na categoria de vestuário, mas enfrentou um erro administrativo e deixou de pagar a taxa correta. Após esse imbróglio, o registro só foi concluído em 29 de setembro de 2008, enquanto a artista Katy Perry emergia rapidamente no cenário musical global.

++ Irmão ameaça chamar a polícia após visita de Suzane Richthofen

Em abril de 2008, Katy Perry lançou o hit I Kissed a Girl, que virou sucesso instantâneo nas rádios e nas vendas do iTunes. Na Austrália, Katie Taylor comprou a faixa na loja digital para apoiar a cantora que compartilhava o nome de sua marca, sem imaginar que essa coincidência daria origem a um litígio prolongado.

Em 2009, Katie Taylor recebeu um documento de seus advogados com um “cease and desist” emitido pela equipe de Katy Perry. A notificação exigia a suspensão imediata da venda de roupas sob o nome Katie Perry, o fechamento do site e o fim de qualquer divulgação comercial. Em entrevista à CNN, a designer lembrou que chorou ao ler o comando de “pare e desista” porque acreditava não ter feito nada de errado.

Nos bastidores, e-mails internos mostraram irritação por parte de Katy Perry e de seu empresário Steven Jensen. Jensen chegou a afirmar que o caso havia sido “exagerado fora de proporção” e garantiu que não havia sido aberto processo formal naquele momento. Em certa troca de mensagens, a cantora chegou a se referir ao imbróglio como bobagem e classificou como “idiotas” aqueles que deram atenção ao conflito após cobertura da MTV.

Como proposta de solução, a equipe de Katy Perry sugeriu um acordo de coexistência para permitir o uso simultâneo dos nomes em condições comerciais definidas, mas Katie Taylor recusou a oferta. Em 2019, ela recorreu à Justiça novamente, alegando violação de marca registrada ao apontar que Katy Perry comercializou camisetas e moletons em turnê de 2014 usando o nome que já estava protegido na Austrália.

A disputa judicial passou por tribunais inferiores e, em 2023, deu vitória inicial a Katie Taylor, que teve reconhecida a infração de marca. No entanto, um recurso da equipe de Katy Perry reverteu a decisão até que, em 11 de março de 2026, a Alta Corte da Austrália confirmou que a marca Katie Perry poderia permanecer registrada. O juiz Simon Steward destacou a ausência de provas de consumidores confundindo as duas identidades e rejeitou o argumento de notoriedade prévia de Katy Perry no segmento de roupas. Os magistrados chegaram a descrever a atuação da artista como a de um “infrator persistente” em relação à marca da designer.

Após o julgamento, Katie Taylor comemorou a vitória e ressaltou a importância das leis de marcas registradas para proteger negócios de todos os portes. Em entrevista ao programa A Current Affair, ela afirmou que a batalha foi longa e difícil e que serviu de exemplo de resiliência para os filhos. A equipe de Katy Perry, por sua vez, divulgou nota dizendo que a cantora nunca teve intenção de fechar o negócio da designer e que a decisão final, apertada por três votos a dois, ainda deixava pendentes questões a serem analisadas por instâncias inferiores.

Exit mobile version