
Katy Perry durante evento após disputa de marca na Austrália (Foto: Instagram)
A cantora Katy Perry e a designer australiana Katie Taylor, que batizou sua marca de roupas como Katie Perry, travaram uma disputa que chegou até a Alta Corte da Austrália, envolvendo o empresário Steven Jensen, menções em veículos como CNN e MTV, a plataforma iTunes para downloads e até o juiz Simon Steward, com repercussão em programas como A Current Affair.
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A história começou em 2007, quando Katie Taylor tentou registrar formalmente a marca Katie Perry na categoria de vestuário, mas enfrentou um erro administrativo e deixou de pagar a taxa correta. Após esse imbróglio, o registro só foi concluído em 29 de setembro de 2008, enquanto a artista Katy Perry emergia rapidamente no cenário musical global.
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Em abril de 2008, Katy Perry lançou o hit I Kissed a Girl, que virou sucesso instantâneo nas rádios e nas vendas do iTunes. Na Austrália, Katie Taylor comprou a faixa na loja digital para apoiar a cantora que compartilhava o nome de sua marca, sem imaginar que essa coincidência daria origem a um litígio prolongado.
Em 2009, Katie Taylor recebeu um documento de seus advogados com um “cease and desist” emitido pela equipe de Katy Perry. A notificação exigia a suspensão imediata da venda de roupas sob o nome Katie Perry, o fechamento do site e o fim de qualquer divulgação comercial. Em entrevista à CNN, a designer lembrou que chorou ao ler o comando de “pare e desista” porque acreditava não ter feito nada de errado.
Nos bastidores, e-mails internos mostraram irritação por parte de Katy Perry e de seu empresário Steven Jensen. Jensen chegou a afirmar que o caso havia sido “exagerado fora de proporção” e garantiu que não havia sido aberto processo formal naquele momento. Em certa troca de mensagens, a cantora chegou a se referir ao imbróglio como bobagem e classificou como “idiotas” aqueles que deram atenção ao conflito após cobertura da MTV.
Como proposta de solução, a equipe de Katy Perry sugeriu um acordo de coexistência para permitir o uso simultâneo dos nomes em condições comerciais definidas, mas Katie Taylor recusou a oferta. Em 2019, ela recorreu à Justiça novamente, alegando violação de marca registrada ao apontar que Katy Perry comercializou camisetas e moletons em turnê de 2014 usando o nome que já estava protegido na Austrália.
A disputa judicial passou por tribunais inferiores e, em 2023, deu vitória inicial a Katie Taylor, que teve reconhecida a infração de marca. No entanto, um recurso da equipe de Katy Perry reverteu a decisão até que, em 11 de março de 2026, a Alta Corte da Austrália confirmou que a marca Katie Perry poderia permanecer registrada. O juiz Simon Steward destacou a ausência de provas de consumidores confundindo as duas identidades e rejeitou o argumento de notoriedade prévia de Katy Perry no segmento de roupas. Os magistrados chegaram a descrever a atuação da artista como a de um “infrator persistente” em relação à marca da designer.
Após o julgamento, Katie Taylor comemorou a vitória e ressaltou a importância das leis de marcas registradas para proteger negócios de todos os portes. Em entrevista ao programa A Current Affair, ela afirmou que a batalha foi longa e difícil e que serviu de exemplo de resiliência para os filhos. A equipe de Katy Perry, por sua vez, divulgou nota dizendo que a cantora nunca teve intenção de fechar o negócio da designer e que a decisão final, apertada por três votos a dois, ainda deixava pendentes questões a serem analisadas por instâncias inferiores.
