Parosmia: quando cheiros agradáveis são percebidos como podres ou queimados

Posted by


Parosmia faz paciente recusar aroma de rosa oferecida. (Foto: Instagram)

Parosmia é um distúrbio olfativo caracterizado por transformar aromas antes considerados agradáveis em sensações de cheiro podre, queimado ou químico. A condição tende a surgir após infecções virais, incluindo a COVID-19, mas também pode ser consequência de traumatismos cranianos, doenças neurológicas ou até mesmo do processo natural de envelhecimento. Quem sofre com parosmia relata que o simples ato de se alimentar ou de sentir aromas no dia a dia se torna desconfortável, o que reforça a importância de um diagnóstico clínico para identificar a causa subjacente e orientar o tratamento adequado.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Esse distúrbio pode apresentar um caráter temporário ou evoluir para uma condição permanente, dependendo do grau de lesão no sistema olfativo ou da persistência de fatores infecciosos. Em muitos casos, o tratamento varia conforme o agente causador: em infecções virais, a parosmia costuma regredir com o tempo, enquanto lesões mais graves podem exigir acompanhamento otorrinolaringológico prolongado. A alteração sensorial impacta diretamente a qualidade de vida, já que pessoas com parosmia frequentemente perdem o prazer ao comer e evitam ambientes cujos odores lhes provocam repulsa.
++ Irmão ameaça chamar a polícia após visita de Suzane Richthofen

Para confirmar o diagnóstico, o paciente deve procurar um especialista em otorrinolaringologia, que coletará o histórico clínico completo e aplicará testes de olfação padronizados, como o UPSIT (University of Pennsylvania Smell Identification Test) ou o método Sniffin’ Sticks. Esses exames consistem em identificar diferentes cheiros e quantificar o grau de percepção ou distorção olfativa. Além disso, o médico pode recomendar exames de imagem, como tomografias ou ressonâncias magnéticas, para investigar possíveis alterações anatômicas ou inflamações na região dos seios paranasais.

O comprometimento do olfato também pode levar a consequências nutricionais e emocionais. Muitas pessoas com parosmia desenvolvem aversão a certos alimentos e acabam restringindo o cardápio, o que pode provocar deficiências vitamínicas e perda de peso involuntária. No âmbito psicológico, a dificuldade constante em reconhecer odores familiares pode causar ansiedade, estresse e prejuízos em interações sociais, já que o paciente evita situações em que o cheiro dominante seja desagradável.

O prognóstico varia de acordo com a origem e a intensidade do distúrbio. Enquanto alguns pacientes recuperam a sensibilidade olfativa de forma espontânea ao longo de semanas ou meses, outros podem necessitar de terapias específicas. Programas de reabilitação olfativa, que incluem exercícios diários de exposição a aromas distintos, demonstram resultados promissores na restauração das conexões neurais responsáveis pelo olfato. Em casos persistentes, o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo neurologistas e nutricionistas, contribui para melhorar tanto a função sensorial quanto a qualidade de vida dos afetados.