
Soldado iraniano posicionado em frente à bandeira do país enquanto crescem tensões no Golfo Pérsico (Foto: Instagram)
Imagens que começaram a se espalhar pelas redes revelam que o conflito no Oriente Médio pode estar entrando em uma nova fase. Vídeos exibem navios em chamas no Golfo Pérsico e autoridades confirmam ataques a petroleiros que transportavam combustível, em um movimento ligado à escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada após disparos de mísseis no fim de fevereiro.
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No dia 28 de fevereiro, forças dos Estados Unidos e de Israel lançaram ofensivas sobre alvos iranianos, o que provocou reações de Teerã com ataques a instalações estratégicas dos adversários na região. Bases militares americanas no Oriente Médio começaram a ser citadas como alvos frequentes das operações iranianas.
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Nos dias seguintes, uma série de ataques e contra-ataques se multiplicou, levando diversos países da região a fechar seus espaços aéreos por precaução. Voos comerciais foram suspensos, aeroportos internacionais registraram cancelamentos em massa e turistas, trabalhadores e diplomatas ficaram retidos em cidades onde o tráfego aéreo foi interrompido.
Alguns dos locais mais afetados incluíram aeroportos internacionais, embaixadas dos Estados Unidos e hotéis conhecidos por receber estrangeiros, onde ocorreram ataques com drones e alertas de segurança sobre aeronaves não tripuladas. Em meio a esse cenário, autoridades americanas afirmaram que grande parte da capacidade militar iraniana havia sido neutralizada. O presidente Donald Trump declarou que a infraestrutura de drones do país havia sido destruída e afirmou: “Se você olhar bem, eles não têm mais nada. Não sobrou nada no sentido militar”.
Pouco depois, no entanto, surgiram novas imagens de petroleiros incendiados, indicando que o Irã teria adotado uma estratégia diferente, focada em uma das rotas marítimas mais críticas do planeta.
Relatórios de autoridades portuárias no Iraque apontaram que dois petroleiros transportando combustível foram atingidos por explosões enquanto navegavam em águas territoriais do país, levando a incêndios a bordo. O diretor-geral da empresa estatal responsável pelos portos iraquianos, Farhan al-Fartousi, explicou: “Dois petroleiros estrangeiros que transportavam óleo combustível iraquiano foram alvo de ataques não identificados dentro das águas territoriais, o que provocou incêndios a bordo”. Segundo relatos, as chamas formaram enormes colunas de fumaça visíveis a quilômetros. Equipes de emergência mobilizaram-se e conseguiram retirar com segurança 25 tripulantes, mas um membro da equipe não resistiu aos ferimentos. Logo depois, um navio de carga que navegava próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos também foi atingido por um projétil desconhecido, resultando em incêndio a bordo.
Esses episódios evidenciaram o valor estratégico do Estreito de Hormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é responsável por cerca de um quinto de todo o petróleo transportado diariamente. Em resposta aos riscos, embarcações comerciais começaram a redirecionar rotas ou suspender viagens enquanto avaliam a situação. Surgiram ainda informações de que o Irã teria posicionado dezenas de minas navais nas imediações do estreito. Forças dos Estados Unidos divulgaram vídeos mostrando operações para destruir embarcações iranianas suspeitas de transporte desses dispositivos, e o presidente Donald Trump escreveu no Truth Social: “Se o Irã colocou minas no Estreito de Hormuz, e não temos confirmação disso, queremos que sejam removidas imediatamente”.
Com a tensão em alta, o barril de petróleo voltou a ultrapassar a marca de 100 dólares, pressionado pelo temor de um possível bloqueio da rota. Analistas do setor energético alertam que a interrupção do tráfego no estreito causaria impactos significativos no abastecimento global, especialmente em países dependentes das exportações do Golfo Pérsico. Conforme cita o jornal The Independent, autoridades iranianas teriam advertido que o preço do petróleo poderia chegar a 200 dólares por barril caso a crise se agrave. Enquanto isso, portos petrolíferos no Iraque suspenderam temporariamente suas operações, e portos comerciais seguem operando sob vigilância constante das autoridades marítimas.
