
Câmeras em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, após saída de Jair Bolsonaro da UTI (Foto: Instagram)
Jair Bolsonaro deixou a UTI do Hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira (16), após apresentar avanço significativo no tratamento da broncopneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração. Durante a internação, houve recuperação da função renal e queda nos marcadores inflamatórios, o que permitiu a transferência do ex-presidente para a unidade semi-intensiva. O internamento teve início na madrugada de sexta-feira (13), quando ele teve mal-estar e episódios de vômito.
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comunicou em suas redes sociais que, com a estabilização do quadro clínico, Bolsonaro foi removido da UTI, onde permanecia desde o dia 13, e passou a ser monitorado num setor de cuidados semi-intensivos do mesmo hospital. Ela destacou que a equipe médica observou melhora nos sinais de infecção antes de autorizar a mudança de ala.
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Michelle ressaltou que, com a evolução nos indicadores de infecção, segue a expectativa de plena recuperação. A publicação agradeceu o carinho, as mensagens de apoio e as orações recebidas ao longo dos últimos dias, reforçando a fé na superação desse novo desafio de saúde.
Em boletim divulgado ainda pela manhã, o Hospital DF Star informou que Bolsonaro apresentou evolução clínica nas últimas 24 horas, com recuperação gradual da função renal e redução do processo inflamatório. O documento apontou que não houve piora nos demais parâmetros vitais.
O diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral tem origem em um episódio de broncoaspiração, quando material orgânico ingressa nas vias respiratórias. Exames de imagem mostraram que a infecção atingiu de forma mais intensa o pulmão esquerdo, agravando o quadro inicial que motivou a busca por atendimento emergencial.
A internação ocorreu depois de Bolsonaro acordar com calafrios e náuseas na madrugada de sexta-feira, segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele relatou que o irmão apresentou vômitos e foi levado ao hospital por volta das 8h50 de sexta (13), dando entrada imediatamente na UTI.
A equipe médica destacou ainda que o ex-presidente convive com alterações anatômicas no abdômen resultantes da facada sofrida em 2018, durante a campanha presidencial. Essas deformidades podem contribuir para episódios de refluxo e aspiração de conteúdo gástrico, fatores de risco para complicações respiratórias.
