Caso Gisele: filha de policial militar morta disse ter medo do padrasto

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Filha de 7 anos relata ambiente de medo antes da morte da soldado Gisele Santana (Foto: Instagram)

O depoimento de uma menina de 7 anos passou a compor o inquérito que investiga a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana (32), encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no bairro do Brás, centro de São Paulo. A criança, única filha de Gisele, relatou à família um ambiente de tensão constante e medo do padrasto desde antes do crime.

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Conforme depoimento prestado à Polícia Civil por Marinalva Vieira Alves de Santana, mãe da policial e avó da menina, a criança chorava e pedia para não retornar ao apartamento porque não suportava mais as discussões frequentes entre a mãe e o tenente-coronel. Segundo a avó, a rotina dentro do imóvel era marcada por medo e ansiedade, a ponto de a filha se recusar a dormir em outro cômodo que não o quarto ocupado por Gisele.

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Marinalva relatou que, na tarde de 17 de fevereiro, o pai biológico da criança, identificado como Jean, foi ao apartamento para levar a menina aos cuidados dos avós. A menina chegou visivelmente abalada, chorando e dizendo que não queria voltar ao apartamento da mãe. Ela descreveu aos avós que presenciava constantemente discussões e que temia pela segurança de Gisele e da própria vida.

No depoimento, a avó também mencionou relatos de agressões psicológicas sofridas pela soldado. Segundo ela, Gisele reclamava que o marido impunha restrições a comportamentos simples, como usar salto alto, batom ou perfume, e monitorava seus passos mesmo dentro do próprio apartamento. A policial teria afirmado que o tenente-coronel demonstrava comportamento agressivo e controlador, atitude percebida por amigos próximos do casal.

Na manhã do dia 18 de fevereiro, vizinhos relataram ter escutado um forte estrondo vindo do imóvel. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e encontraram Gisele com um disparo na cabeça na sala do apartamento. Ela foi socorrida e transportada de helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos. O atestado de óbito aponta traumatismo cranioencefálico decorrente de arma de fogo.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil como morte suspeita, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar apura denúncias sobre a relação conjugal. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é investigado e mantém a versão de que a esposa tirou a própria vida. A defesa do oficial afirma que ele tem colaborado com as autoridades e aguarda os resultados periciais para esclarecer os fatos.