
Imagem da Terra vista do espaço: pesquisadores detectam reversão na rotação do núcleo interno (Foto: Instagram)
Inédito estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Pequim sugere que o núcleo interno da Terra desacelerou seu giro nas últimas décadas, chegando até mesmo a reverter seu sentido de rotação em relação à superfície do planeta. A descoberta, baseada em dados sísmicos coletados entre 1990 e 2021, amplia a compreensão sobre a dinâmica profunda do nosso planeta e suas possíveis repercussões na crosta terrestre. Embora esse movimento ocorra a milhares de quilômetros abaixo da superfície, ele pode se refletir em pequenas alterações no dia solar terrestre, de acordo com levantamentos anteriores.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Para chegar a essas conclusões, os cientistas analisaram registros de terremotos e estudaram o comportamento das ondas sísmicas que atravessam as camadas internas da Terra. Até cerca de 2009, o núcleo interno movia-se ligeiramente mais rápido que a crosta. Após esse período, os resultados apontam para uma desaceleração progressiva, possível pausa e até inversão no sentido de rotação, detectadas pelas variações sutis na velocidade das ondas sísmicas ao cruzar o interior planetário.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Os pesquisadores também encontraram indícios de que esse padrão já possa ter ocorrido anteriormente, por volta da década de 1970. Com base nesse registro histórico, levantam a hipótese de que esse fenômeno faça parte de um ciclo natural de aproximadamente 70 anos. Interações gravitacionais entre o núcleo e o manto, forças geradas pelo campo magnético e diferenças de temperatura e densidade nas várias camadas são apontadas como fatores que podem provocar oscilações nesse movimento profundo.
Apesar de ocorrer em profundidades extremas, essa mudança na rotação do núcleo interno pode gerar reflexos na superfície do planeta. Pesquisas anteriores relacionam essas variações a pequenas flutuações na duração dos dias, geralmente medidas em milissegundos. Ademais, cientistas investigam possíveis ligações com alterações no campo magnético terrestre, em processos sísmicos, no deslocamento das placas tectônicas e em ciclos geológicos de longo prazo.
Especialistas destacam que não há risco imediato para a população, já que os impactos diretos desse fenômeno são extremamente sutis. O foco principal dos estudos é compreender melhor o funcionamento interno do planeta e os efeitos que essas mudanças podem exercer sobre os sistemas naturais ao longo de décadas ou séculos, contribuindo para modelos mais precisos de comportamento geofísico.
O campo magnético da Terra, influenciado pela dinâmica do núcleo, é fundamental para proteger o planeta da radiação solar e sustentar sistemas de navegação e comunicação modernos. Por isso, a comunidade científica segue analisando dados geofísicos e sísmicos para aprimorar o entendimento sobre como as oscilações no núcleo interno podem impactar tanto a estabilidade geológica do planeta quanto tecnologias dependentes do magnetismo terrestre.







