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MC Urubuzinho detido em inquérito que apura disparos em baile funk


MC Urubuzinho é detido em SP após investigação de tiros no Baile da Colômbia (Foto: Instagram)

O cantor de funk MC Urubuzinho foi detido pela Polícia Civil de São Paulo na tarde do último domingo (15) na região da zona leste da capital. A prisão integra um inquérito instaurado para apurar disparos de arma de fogo durante um baile de Carnaval em Santos. O evento, realizado em 15 de fevereiro no Morro São Bento, é conhecido como Baile da Colômbia e ganhou repercussão após vídeos mostrarem diversas pessoas efetuando tiros enquanto o artista se apresentava.

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Segundo as investigações, o baile passou a ser alvo de apuração após referências a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, apontado como um dos chefes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), que atua no tráfico de drogas no Rio de Janeiro. A polícia classifica Peixão como criminoso de alta periculosidade, com histórico de violência extrema. As menções ao grupo criminoso na festa motivaram a inclusão de MC Urubuzinho e de outros suspeitos no inquérito.

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Os investigadores analisaram imagens captadas por câmeras e celulares que registram homens armados exibindo armas e efetuando disparos para o alto. Durante a apresentação, MC Urubuzinho pergunta ao público: “Quem conhece o Peixão?”, e, em seguida, declara que “se não tiver rajada, não é o Baile da Colômbia”, deflagrando diversos estampidos. Esses vídeos são considerados peças-chave para comprovar a dinâmica dos tiros no meio da festa.

Em meados de março, um homem de 41 anos foi preso em São Vicente, no litoral paulista, sob suspeita de participação direta nos disparos realizados no Baile da Colômbia. A operação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que segue em campo na busca por outros envolvidos, além de recolher provas periciais e colher depoimentos para complementar o inquérito.

Em nota oficial, o advogado Matheus Siqueira, responsável pela defesa de MC Urubuzinho, afirmou que o cantor apenas cumpriu um compromisso profissional previamente contratado e não participou de condutas criminosas. O defensor destacou que o artista não exerceu qualquer controle sobre ações de terceiros presentes no baile e não possui vínculo com organizações ilegais.

A defesa ainda ressaltou o princípio constitucional da presunção de inocência, classificando como prematura qualquer associação entre o cantor e atividades ilícitas antes da conclusão das investigações. Segundo Siqueira, estão à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento de todos os fatos e confiarem que a verdade será comprovada ao final do processo.

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