
Tenente-coronel Neto exige equilíbrio na cobertura e questiona advogado da família de Gisele (Foto: Instagram)
Um áudio revela que o tenente-coronel Neto, acusado de matar a policial militar Gisele, fez duras acusações contra o advogado da família da vítima, identificado como doutor Miguel. A gravação foi encaminhada ao repórter Lucas Tadeu na manhã de terça-feira (17), um dia antes da prisão do oficial, ocorrida em 18 de março de 2026.
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No conteúdo, o tenente-coronel questiona a cobertura da imprensa e insinua que doutor Miguel tem promovido mentiras nos veículos de comunicação. Ele afirma ter sido surpreendido com informações distorcidas sobre laudos periciais e pedidos judiciais referentes ao caso.
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Logo no início da mensagem, Neto faz um apelo à imprensa para questionar o porquê de não terem perguntado a doutor Miguel sobre o laudo oficial divulgado em 10 de março, que concluiu que Gisele teria cometido suicídio com um tiro da direita para a esquerda, de baixo para cima. Segundo ele, nenhuma entrevista explorou essa versão.
Em seguida, o oficial desmonta uma suposta notícia plantada pelo advogado de que teria sido solicitada sua prisão preventiva. “O delegado pediu apenas o sigilo do inquérito naquela terça-feira, não a prisão”, afirma. “Por que o senhor mentiu, doutor Miguel?”, repete Neto em tom de desafio.
O áudio também traz críticas a outras reportagens atribuídas a doutor Miguel. No dia 11, ele contesta a versão de que declarara intenção de tirar a própria vida se fosse preso; no dia 12, rebateu a informação de que teria sido conduzido para exame de corpo de delito antes de ir ao presídio militar Romão Gomes.
Em tom sarcástico, o tenente-coronel ainda menciona o episódio de sexta-feira, dia 13, criticando suposta mentira de o advogado sobre comportamentos violentos em casa. Neto afirma que trata bem os dois gatos e o cachorro da família, todos “gordos, saudáveis, com ração e veterinário regulares”.
Ao longo do arquivo, ele insiste na falta de espaço para explicitar sua versão e questiona a imparcialidade da cobertura jornalística. Pede que os profissionais “entrevistem o doutor Miguel, sejam equânimes e deem a mesma chance de perguntas para ambos os lados”.
O tenente-coronel Neto foi detido na manhã de quarta-feira (18) pela Polícia Civil, que segue investigando a morte de Gisele. A corporação mantém sigilo sobre as apurações para preservar o andamento do inquérito.
