
Senador fala ao microfone durante sessão no Senado. (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) relatou que, nesta terça-feira (17), encontrou-se com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de reforçar o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, o diálogo foi direto e serviu para destacar as principais preocupações da defesa, especialmente no que diz respeito ao estado de saúde do ex-mandatário.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou recentemente um novo requerimento no STF solicitando a mudança do regime de custódia para prisão domiciliar. Os advogados de Bolsonaro pedem que Alexandre de Moraes reconsidere a decisão anterior, que negou o benefício, argumentando que as condições atuais podem agravar problemas de saúde já registrados.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O pedido surge quatro dias após a internação de Bolsonaro em um hospital privado de Brasília para tratar uma pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Na última sexta-feira (13), o ex-presidente, que está detido na unidade conhecida como “Papudinha” durante investigação sobre tentativa de golpe de Estado, apresentou mal-estar e precisou de atendimento médico emergencial. A defesa anexou ao processo um relatório clínico atualizado, que aponta risco de novas intercorrências respiratórias caso ele permaneça na atual condição.
Embora reconheçam que a estrutura hospitalar do 19º Batalhão tenha atendimento adequado, os advogados enfatizam que isso não elimina a fragilidade do quadro de saúde do paciente. Segundo eles, a supervisão local não garante monitoramento contínuo nem resposta imediata a eventuais crises. Por isso, defendem a concessão da prisão domiciliar para assegurar acompanhamento médico constante em ambiente familiar.
No documento, a defesa também destaca o histórico de doenças de Jair Bolsonaro, com episódios recorrentes de pneumonias aspirativas, refluxo gastroesofágico, apneia do sono, instabilidade postural e necessidade de múltiplas medicações diárias. Esses fatores, segundo os advogados, elevam o risco de agravamento clínico, principalmente em um ambiente prisional sem infraestrutura de UTI ou suporte especializado disponível 24 horas.
O ministro Alexandre de Moraes informou que avaliará o novo pedido de prisão domiciliar, mas não estipulou prazo para proferir sua decisão. Até o momento, o STF mantém pendente o julgamento do requerimento, sem previsão de data para julgamento ou análise definitiva.
