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Canibal de Garanhuns diz estar cego e pede prisão domiciliar à Justiça


Audiência no TJPE avalia pedido de regime domiciliar para Jorge Beltrão Negromonte da Silveira (Foto: Instagram)

Os advogados de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 64 anos, apresentaram um pedido ao Tribunal de Justiça de Pernambuco para que o condenado, conhecido como o Canibal de Garanhuns, cumpra o restante de sua pena em regime domiciliar. Jorge foi sentenciado por assassinatos que abalaram o país e ganharam notoriedade no município de Garanhuns. A defesa sustenta que sua condição de saúde e a cegueira devem ser consideradas na análise da medida.

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De acordo com o laudo anexado pelos defensores, Jorge estaria acometido por cegueira e outras complicações médicas, o que justificaria a transferência da prisão para a própria residência. Atualmente, ele cumpre pena em um presídio na região metropolitana do Recife, onde recebe acompanhamento médico, psiquiátrico e psicológico. O Ministério Público aguarda informações sobre a capacidade da unidade prisional em garantir o tratamento adequado antes de emitir parecer definitivo.

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O crime que ficou conhecido em abril de 2012 teve início quando Jorge foi detido junto das cúmplices Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva em Garanhuns. As investigações apontaram que o trio atraía mulheres com falsas ofertas de emprego, executava assassinatos e esquartejava os corpos. Em depoimentos, Isabel relatou que partes da carne das vítimas chegaram a ser consumidas pelos criminosos e usadas na confecção de salgados comercializados localmente.

Dentre as vítimas confirmadas está Jéssica Camila da Silva Pereira, de 17 anos, levada com a promessa de trabalho como doméstica. Os restos mortais de Alexandra Falcão da Silva e de Giselly Helena também foram encontrados enterrados na mesma residência. Embora as autoridades tenham investigado a possibilidade de mais casos, apenas três homicídios foram oficialmente comprovados e incluídos no processo.

Jorge Beltrão foi condenado a 71 anos de prisão pelo assassinato em Garanhuns. Isabel Cristina Torreão Pires cumpre pena de 68 anos, enquanto Bruna Cristina Oliveira da Silva recebeu sentença de 71 anos e 10 meses. As duas mulheres estão detidas na Colônia Penal Feminina de Buíque, em regime fechado, onde iniciaram o cumprimento das penas determinadas pela Justiça.

Agora, a juíza responsável analisa o novo laudo médico e aguarda o parecer do Ministério Público para decidir sobre o regime domiciliar ao qual Jorge poderia ser submetido. A avaliação considerará não apenas a cegueira e as questões de saúde relatadas, mas também a viabilidade de acompanhamento e cuidados médicos necessários fora do ambiente prisional.

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