
Submunições expostas: restos de bomba de fragmentação encontrados em terreno rústico do Oriente Médio (Foto: Instagram)
O recrudescimento das tensões no Oriente Médio tem levado Irã, Israel e Estados Unidos a adotarem armamentos mais sofisticados, entre os quais se destacam bombas de fragmentação e de penetração, cada uma com propósitos específicos em operações militares.
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Enquanto as bombas de fragmentação liberam múltiplas submunições em pleno voo para atingir uma ampla área, as de penetração são projetadas para perfurar estruturas reforçadas, como bunkers subterrâneos, antes de detonar, garantindo impacto em alvos protegidos.
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O Irã tem sido apontado como usuário de bombas de fragmentação em ataques a zonas urbanas israelenses. Diferente de explosivos convencionais, essas munições são lançadas por mísseis e detonas no ar, espalhando centenas de submunições do tamanho de granadas por uma área que pode abranger diversos campos de futebol, aumentando o alcance do ataque sem atingir primeiro o solo.
De caráter indiscriminado, essas bombas são indicadas para alvos desprotegidos, como tropas em campo aberto e veículos leves, mas o alto risco de atingir civis motivou um tratado de 2008 que proíbe seu uso em mais de 100 países. O Brasil, porém, não aderiu ao acordo e mantém produção e comércio dessas armas em seu setor de defesa.
Por sua vez, as bombas de penetração têm sido empregadas em ações dos Estados Unidos visando instalações subterrâneas estratégicas. Lançadas de aeronaves, contam com carcaça reforçada e sistema de retardo na detonação, o que permite atingir até bunkers e túneis antes de explodir. Algumas unidades podem pesar até duas toneladas e custar milhões de dólares.
Apesar do valor elevado, estimativas indicam que cada bomba de penetração sai por cerca de US$ 14 mil, tornando-as vantajosas ao permitir danificar múltiplos alvos com um único disparo. Ainda assim, seu uso gera debates internacionais sobre custos, logística e implicações humanitárias em conflitos de alta intensidade.







