
EUA exigem caução antecipada para vistos B-1/B-2 (Foto: Instagram)
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou uma nova exigência de caução financeira para solicitações de visto de turismo e de negócios apresentadas por cidadãos de cerca de 50 países. Segundo o órgão, a medida tem como principal finalidade reduzir irregularidades migratórias, especialmente os casos em que visitantes ultrapassam o período autorizado. Com o depósito antecipado, avaliado de acordo com o perfil do solicitante, as autoridades esperam dissuadir permanências indevidas e reforçar o controle sobre a entrada e saída de estrangeiros no território americano. A medida integra um pacote de ações para intensificar a fiscalização na concessão de vistos.
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Em 18 de março de 2026, o presidente Donald Trump oficializou a nova exigência, estabelecendo que a caução pode chegar a até US$ 15 mil (aproximadamente R$ 78 mil), dependendo da análise individual realizada pelas autoridades consulares. A regra abrange os vistos de categorias B-1, voltado a negócios, e B-2, destinado a turismo e tratamento médico, e será cobrada no momento da apresentação do pedido junto às embaixadas e consulados americanos.
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A exigência de depósito não é completamente inédita, pois já constava em versão preliminar divulgada em agosto de 2025. Na nova fase, foram acrescentados países como Camboja, Etiópia, Geórgia, Granada, Lesoto, Maurícias, Mongólia, Moçambique, Nicarágua, Papua-Nova Guiné, Seicheles e Tunísia. Os valores de caução variam entre US$ 5 mil e US$ 15 mil, determinados caso a caso pelas autoridades consulares com base no perfil e no histórico migratório do solicitante.
Além desses, a medida mantém a exigência para um grupo inicial de 38 nações, em sua maioria africanas. Entre elas estão Argélia, Angola, Antígua e Barbuda, Bangladesh, Benin, Botsuana, Burundi, Butão, Cabo Verde, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Dominica, Fiji, Gabão, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Malaui, Mauritânia, Namíbia, Nepal, Nigéria, Quirguistão, República Centro-Africana, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tajiquistão, Tanzânia, Togo, Tonga, Turcomenistão, Tuvalu, Uganda, Vanuatu, Venezuela, Zâmbia e Zimbábue.
O Brasil fica fora dessa política de caução, não figurando na lista de países afetados. A exclusão do país reflete o relacionamento bilateral considerado mais consolidado e os baixos índices de permanência irregular registrados pela autoridade consular. Essa expansão de exigências integra um conjunto mais amplo de iniciativas do governo Trump para endurecer a política migratória dos Estados Unidos, que inclui aumento de taxas consulares, critérios mais rigorosos na análise de antecedentes e documentação dos solicitantes, bem como restrições adicionais em casos de renovação ou solicitação de outras categorias de visto. O objetivo central é inibir a permanência irregular e reforçar o controle sobre as fronteiras.







