Médico alvo de medida protetiva invade residência de ex e urina nas roupas

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Médico foragido após descumprir medida protetiva (Foto: Instagram)

Um médico teve a prisão preventiva decretada após descumprir uma medida protetiva concedida em favor da ex-companheira. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela vítima, o profissional invadiu a residência, causou danos ao imóvel e uriniu em diversas peças de roupa pertencentes a ela. A decisão judicial considerou que a manutenção de sua liberdade representava ameaça à integridade física da mulher. Desde o episódio, o suspeito permanece foragido enquanto o caso passa por novas apurações.

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A determinação partiu da juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola, que analisou o comportamento agressivo do investigado e o histórico de ameaças. Bruno Toldo, diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), no interior de São Paulo, foi formalmente notificado sobre a medida, mas teria violado a ordem judicial poucas horas depois, o que motivou o pedido de prisão pelo Ministério Público. O caso segue em segredo de Justiça.

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De acordo com a investigação, no dia 23 de janeiro o médico invadiu o imóvel por volta de três horas após ser intimado oficialmente. Além de vandalizar o espaço, subtraiu objetos pessoais da vítima e praticou atos considerados degradantes. Relatos apontam ainda que ele pode ter introduzido uma substância não identificada no filtro de água da casa, o que elevou o grau de preocupação das autoridades sobre um possível risco à saúde.

No despacho que decretou a prisão preventiva, a magistrada destacou que medidas alternativas, como o afastamento do lar e o uso de tornozeleira eletrônica, mostraram-se ineficazes diante do agravamento da conduta. A juíza ressaltou a importância de prevenir atos de violência doméstica, citando o contexto atual no país em que casos semelhantes têm se intensificado, e concluiu que a liberdade do investigado poderia acarretar novas violações à ordem judicial e agravar a situação de vulnerabilidade da vítima.

O Ministério Público e a Polícia Civil continuam mobilizados para localizar o médico, que foi considerado foragido assim que o boletim de ocorrência foi registrado. Investigadores têm ouvido testemunhas, revisado imagens de câmeras de segurança da região e buscado pistas que possam levar ao paradeiro de Toldo. Enquanto isso, a ex-companheira permanece sob escolta policial e com as medidas protetivas em vigor para garantir sua segurança.

O caso reforça a urgência de estratégias mais eficazes no combate à violência doméstica e ao descumprimento de ordens judiciais. Autoridades do sistema de Justiça têm avaliado a necessidade de medidas mais rígidas em situações semelhantes, visando coibir a repetição de delitos que colocam em risco a vida e a dignidade das vítimas. O processo, agora, segue com a conclusão das perícias e a coleta de novos depoimentos.