
Senador Sergio Moro em sessão do Senado após anúncio de filiação ao PL (Foto: Instagram)
O senador Sergio Moro anunciou sua entrada no Partido Liberal (PL) para concorrer ao governo do Paraná nas próximas eleições, contando com o suporte direto de Flávio Bolsonaro. A decisão representa uma aproximação do ex-ministro da Justiça com o grupo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e sinaliza impactos relevantes no ambiente eleitoral estadual. A leitura predominante entre analistas é que a movimentação pretende ampliar o espaço do PL na região, considerada estratégica pelo tamanho de seu colégio eleitoral e pela tradição de votos no campo da direita.
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A filiação de Moro deve ser oficializada nos próximos dias, após uma série de encontros com lideranças do PL, incluindo o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e o próprio Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Nos bastidores, a conversa tratou da formação de uma chapa competitiva no Paraná e do compromisso de oferecer ao PL um palanque robusto para a campanha de Flávio em nível nacional. A movimentação, avaliam dirigentes, visa reforçar a presença do partido no Sul do país.
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A articulação política também envolveu o deputado federal Filipe Barros, que confirmou a negociação e reforçou a ideia de que Moro seria a principal liderança do PL no estado. Segundo fontes internas, o acordo prevê não apenas o apoio logístico, mas também a participação ativa de políticos locais na campanha de Moro, para unir diferentes correntes da base bolsonarista no Paraná. A meta do partido é consolidar uma base sólida que evite eventuais cisões dentro do eleitorado conservador.
A saída de Moro do União Brasil foi motivada pela ausência de garantias de apoio à sua postulação ao governo estadual, situação que vinha emperrando a montagem de alianças regionais. Sem perspectivas de consolidar o próprio projeto no partido, o senador optou por migrar para o PL, onde encontrou receptividade imediata. A filiação, conforme colegas de Senado, reflete também o desejo de reforçar as estruturas de campanha com recursos e tempo de TV distribuídos pelo novo partido.
O retorno de Moro ao universo bolsonarista marca um movimento de reconciliação com quem foi seu antagonista político desde a demissão do ministério da Justiça, em 2020. Na ocasião, ele deixou o governo acusando Jair Bolsonaro de interferência indevida na Polícia Federal, episódio que aprofundou o rompimento entre ambos. Agora, apesar das divergências do passado, o senador volta a se alinhar ao núcleo que apoia o ex-presidente, buscando capitalizar o apelo eleitoral do bolsonarismo no Paraná.
No pano de fundo, o cenário eleitoral paranaense conta com o governador Ratinho Júnior, que deve seguir projeto político independente do PL, e com disputas intensas por cadeiras no Senado e na Câmara dos Deputados. Lideranças do PL têm tratado de articular nomes fortes para evitar dispersão de votos na direita. Pesquisas recentes indicam que Moro desponta como favorito na corrida ao governo do estado, fato que deve influenciar os movimentos de adversários e aliados nos próximos meses.
