Adolescente é sequestrada pelo Comando Vermelho após parente faturar prêmio na Mega-Sena

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Polícia Civil resgata adolescente de 16 anos após sequestro motivado por prêmio da Mega-Sena (Foto: Instagram)

Uma adolescente de 16 anos foi libertada pela Polícia Civil após passar dois dias mantida em um cativeiro na Bahia. A ordem do sequestro partiu de um detento do Comando Vermelho, motivado pelo prêmio da Mega-Sena recebido por um parente da jovem no ano anterior. Durante a operação de resgate, um dos suspeitos morreu em confronto com a polícia, e drogas foram encontradas no local.

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A investigação aponta que a vítima foi retirada de Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo, e levada ao distrito de Posto da Mata, em Nova Viçosa, na Bahia. O objetivo dos criminosos era extorquir a família da ganhadora do bilhete premiado da loteria. O sequestro gerou intensa mobilização das equipes estaduais para localizar o cativeiro.

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Segundo as autoridades, o plano foi articulado dentro do presídio de Teixeira de Freitas, na Bahia, por um integrante do Comando Vermelho. Inicialmente, os criminosos pretendiam capturar outro membro da família do ganhador, mas mudaram de alvo devido a dificuldades logísticas. Embora seja parente do premiado, a jovem não tem vínculo sanguíneo direto com o sortudo.

O desfecho ocorreu na última quarta-feira (18), em uma ação conjunta da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia e da Polícia Civil do Espírito Santo. Após confirmar a localização do imóvel, as equipes montaram um cerco tático ao local, garantindo a segurança dos agentes e da vítima.

Durante a invasão, o responsável pela vigilância reagiu com um revólver calibre .32. No confronto, o suspeito foi atingido e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. No esconderijo, os policiais apreenderam a arma, um veículo com registro de roubo e cerca de 800 gramas de entorpecentes. A adolescente saiu ilesa dos ferimentos graves, foi submetida aos protocolos de atendimento e devolvida à família no Espírito Santo.

As apurações continuam a cargo da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) e da Delegacia Regional de Barra de São Francisco, com apoio estratégico da Polícia Federal de Minas Gerais. Agora, os investigadores buscam identificar como as informações sobre o prêmio chegaram ao grupo criminoso e descobrir eventuais informantes que facilitaram o planejamento do sequestro.