Aviões escapam de colisão após arremetida de emergência nos EUA

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Torre de controle evita quase colisão de aviões em Newark (Foto: Instagram)

Ação rápida da torre de controle evitou que dois aviões colidissem em Newark, nos Estados Unidos, na noite de terça-feira (17). Por ordem dos controladores, o voo 294 da Alaska Airlines realizou uma arremetida segundos antes de tocar o solo, quando já estava a aproximadamente 45 metros de altitude, demonstrando a curta margem de tempo para a manobra.

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Pouco antes do incidente, o cargueiro 721 da FedEx e o avião da Alaska se aproximavam para pousar em pistas cruzadas no Aeroporto de Newark, em Nova Jersey. A situação exigiu intervenção imediata da torre de controle para impedir o choque entre as aeronaves.

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Segundo a Administração Federal de Aviação (FAA), o Boeing 737 da Alaska recebeu autorização para arremeter logo antes do pouso após o Boeing 777 da FedEx ter prosseguido para a aproximação final. Dados de monitoramento indicam que, durante a manobra, os aviões ficaram a uma distância estimada entre 90 e 100 metros um do outro.

O voo comercial decolou de Portland, no Oregon, enquanto o cargueiro partiu de Memphis, no Tennessee. A FedEx concluiu o pouso sem intercorrências, e não foram registrados feridos. Reconhecido como um dos principais terminais da região de Nova York, o aeroporto de Newark atende voos nacionais e internacionais.

Diante da gravidade do episódio, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) instaurou uma investigação para apurar as causas e responsabilidades. O órgão tende a avaliar procedimentos de comunicação e protocolos de segurança na torre de controle.

O caso se soma a uma série de ocorrências recentes que têm levantado alertas sobre a segurança do tráfego aéreo nos EUA. Em fevereiro de 2023, um cargueiro da FedEx e um avião da Southwest Airlines se aproximaram a pouco mais de 50 metros em Austin; em julho de 2024, duas aeronaves comerciais ficaram separadas por cerca de 200 metros em Syracuse após falha de coordenação.

No último ano, outras situações graves foram registradas: em Nashville, um Boeing da Alaska interrompeu a decolagem para evitar colisão; em janeiro de 2025, um acidente entre um avião da American Eagle e um helicóptero militar perto do Aeroporto Nacional Reagan deixou 67 mortos; em fevereiro, um jato comercial arremeteu em Chicago para não colidir com um avião particular.

Especialistas ressaltam que a crescente demanda por voos e a escassez de controladores de tráfego aéreo são fatores de risco que podem levar a falhas operacionais, aumentando a preocupação com a manutenção de altos padrões de segurança no setor nos Estados Unidos.