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Caso Gisele: tenente-coronel teria ameaçado primo da policial após interação online


Policial militar Gisele Alves Santana durante solenidade em São Paulo (Foto: Instagram)

Um documento da Polícia Civil revela que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto enviou uma mensagem ameaçadora ao primo de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, após notar interações entre eles em redes sociais. Segundo o relatório, a comunicação faz parte do conjunto de evidências sobre um padrão de controle e isolamento imposto pelo militar à companheira durante o relacionamento.

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O episódio teria ocorrido em 6 de fevereiro de 2025, quando o familiar reagiu a uma foto publicada pela policial. Ao acessar o perfil de Gisele, o tenente-coronel teria capturado telas das conversas e, em seguida, enviado uma mensagem direta ao primo. Na notificação, o militar se apresentou como marido da vítima e alertou o interlocutor a “se orientar” devido às conversas com a esposa.

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Mesmo sendo parente, o comentário desencadeou ciúmes em Geraldo. Em seguida, Gisele chegou a se desculpar com o primo pelo comportamento do marido, conforme indicou o relatório. O episódio compõe um dos marcos investigativos que reforçam suspeitas de posturas autoritárias e ameaçadoras dentro da relação conjugal.

De acordo com o documento final da Polícia Civil, a mensagem integra provas de um esquema de vigilância constante e de isolamento social aplicado pela autoridade militar sobre a policial. O relatório ressalta que Gisele foi sistematicamente afastada de amigos e familiares, e que o marido reagia de forma hostil sempre que a esposa mantinha contato com terceiros. Rosa Neto foi preso recentemente pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

As investigações ainda apontam que o tenente-coronel teria elaborado um “manual de submissão” para regular o comportamento de Gisele. No material, ele estabelecia as chamadas “regras de casados”, determinando padrões de vestimenta, conduta e até exigências para a atuação profissional da militar. Segundo o relatório, o marido monitorava de perto aparência, rotina e comunicações da companheira.

Diálogos trocados em 13 de fevereiro de 2025 integram o inquérito. Na ocasião, Gisele afirmou ao marido que considerava o casamento encerrado, mencionando estar “praticamente solteira”. Em resposta, Geraldo foi categórico ao negar o fim da união: “Jamais! Nunca será!”. Essas mensagens foram anexadas ao processo que investiga as circunstâncias da morte da policial.

O conjunto de evidências reunidas pela Polícia Civil busca esclarecer as motivações e a sequência de eventos que levaram ao crime contra Gisele Alves Santana. Os investigadores avaliam o histórico de comportamentos abusivos do suspeito como elemento-chave para entender o mecanismo de violência e as possíveis falhas na proteção da vítima.

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