Site icon Jetss BR

Césio-137: descubra quantas pessoas morreram e entenda o maior desastre radiológico da história


Pó cintilante de Césio-137 em copo de vidro remete ao desastre de Goiânia-87 (Foto: Instagram)

O acidente com Césio-137 em Goiânia, ocorrido em setembro de 1987, é considerado o maior desastre radiológico do mundo fora de um complexo nuclear. Tudo começou quando um aparelho de radioterapia abandonado foi desmontado sem a devida cautela, liberando material altamente radioativo. Quase quatro décadas depois, o episódio voltou ao debate público com o lançamento de uma série que reconta os fatos e reforça a gravidade do descaso com fontes radioativas.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Entre as vítimas fatais, constam quatro nomes confirmados: Leide das Neves Ferreira, de 6 anos; Maria Gabriela Ferreira, de 37; Israel Batista dos Santos, de 22; e Admilson Alves de Souza, de 18. A tragédia evidenciou o poder letal do Césio-137 e o quanto a falta de informação e fiscalização pode gerar consequências irreparáveis para a saúde humana.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Além dos quatro óbitos, as estatísticas oficiais apontam que 249 pessoas apresentaram contaminação pelo material radioativo, das quais 129 tinham vestígios de Césio-137 no organismo. Desses casos, 49 pacientes necessitaram de internação hospitalar e 20 entraram em estado considerado grave, exigindo atendimento intensivo para controlar os efeitos da radiação.

A tragédia se desenrolou quando dois catadores encontraram o aparelho de radioterapia em uma clínica desativada e, sem reconhecer o risco, desmontaram-no para vender as peças em um ferro-velho. A cápsula de aproximadamente 19 gramas de Césio-137 liberou um pó cintilante no escuro, curiosidade que atraiu diversos moradores a manipularem o material e levá-lo para suas casas, espalhando o agente contaminante por vários pontos da cidade.

A gravidade do ocorrido só ficou clara dias depois, quando pessoas expostas começaram a sentir sintomas como vômitos, tontura e queimaduras na pele. A Vigilância Sanitária foi acionada, confirmou o perigo e desencadeou uma operação de emergência. Foram recolhidas cerca de 6 mil toneladas de resíduos contaminados, armazenados em estruturas de concreto na cidade de Abadia de Goiás. Estima-se que o material ainda levará cerca de 200 anos para reduzir sua radioatividade a níveis seguros.

Quase 40 anos após o desastre, os efeitos seguem impactando sobreviventes e famílias, muitos dos quais enfrentam problemas de saúde crônicos e traumas psicológicos. Recentemente, a preocupação reacendeu com o sumiço de fontes de Césio-137 em uma mineradora de Minas Gerais. A série “Emergência Radioativa”, disponível em plataforma de streaming, revisita o drama de 1987, destaca o trabalho dos cientistas brasileiros e reforça a necessidade de protocolos rigorosos para o manuseio de substâncias radioativas.

Exit mobile version