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Esse homem passou 33 anos sozinho em uma ilha porque não estava a fim de conversar com ninguém

Esse homem passou 33 anos sozinho em uma ilha porque não estava a fim de conversar com ninguém (Foto: Reprodução/Facebook)

O italiano Mauro Morandi viveu por cerca de 33 anos isolado na ilha de Budelli, no Mediterrâneo, após chegar ao local em 1989 e decidir permanecer. Ele adotou uma rotina solitária, com pouco contato humano, e deixou a ilha aos 82 anos após determinação das autoridades responsáveis pela área.

Morandi chegou à ilha por acaso, enquanto tentava viajar da Itália para a Polinésia. Ao conhecer o local, decidiu ficar e passou a atuar como zelador, vivendo em uma cabana de pedra próxima à praia rosa, conhecida pelas areias de coral.

Durante mais de três décadas, manteve uma rotina simples e isolada, sem convivência social frequente. Ele afirmou que não tinha interesse em interações durante esse período. “Por muito tempo vivi sozinho e por muitos anos depois que aterrissei na Budelli, não tive vontade de falar com ninguém”, disse.

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A permanência na ilha chegou ao fim após anos de disputa com autoridades do parque marinho, que pretendiam transformar o local em um observatório ambiental. Em maio, Morandi deixou Budelli após anunciar sua saída.

Após deixar a ilha, ele se mudou para La Maddalena, também na Itália, onde passou a viver em um apartamento comprado com recursos da aposentadoria como professor.

Mesmo após décadas em isolamento, Morandi afirmou que conseguiu se adaptar à nova fase. “Eu sou a prova de que uma segunda vida nova é possível. Você sempre pode começar tudo de novo, mesmo se tiver mais de 80 anos, porque há outras coisas que você pode experimentar e um mundo totalmente diferente”, revelou ao CNN.

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Ele também relatou mudanças na rotina e na forma de se relacionar. “Estou feliz e redescobri o prazer de viver uma vida boa e desfrutar do conforto do dia a dia”, afirmou. Com a mudança, passou a valorizar o contato com outras pessoas: “É verdade, eu não posso mais desfrutar da solidão da ilha, mas minha vida agora deu uma nova guinada, focada em me comunicar com os outros e estar perto de outras pessoas.”

Apesar da adaptação, ele afirmou que ainda sente falta do silêncio da ilha, embora considere a nova rotina mais adequada ao momento atual.

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