
Ex-presidente Jair Bolsonaro em audiência no STF antes de ser internado. (Foto: Instagram)
O hospital DF Star, em Brasília, comunicou formalmente ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve permanecer sob cuidados hospitalares por ao menos 14 dias. Segundo o documento, a recomendação leva em conta o tratamento integral de uma pneumonia por broncoaspiração e intercorrências renais que exigem monitoramento constante. Familiares e a defesa utilizam esse relatório para reforçar solicitações de prisão domiciliar em favor de Bolsonaro.
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Bolsonaro foi transferido de forma emergencial da unidade prisional da Papudinha na sexta-feira (13), após manifestar mal-estar intenso. Exames iniciais apontaram pneumonia por broncoaspiração, condição que ocorre quando secreções ou alimentos invadem os pulmões, provocando inflamação. O prontuário médico entregue ao Supremo detalha a gravidade do quadro e justifica a extensão da internação.
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De acordo com o relatório, o ex-presidente segue em ciclo terapêutico que envolve três classes distintas de antibióticos, administrados por via endovenosa. O laudo ressalta ainda que, durante a emergência, ele apresentou um quadro de insuficiência renal aguda, embora já demonstre sinais de recuperação. O paciente mantém-se consciente, hemodinamicamente estável e respira sem necessidade de ventilação mecânica.
A equipe médica da Rede D’Or acompanha de perto os indicadores de resposta ao tratamento, como testes de função renal e níveis de oxigenação no sangue. O parecer enfatiza que somente após a conclusão desse ciclo terapêutico, com resultados satisfatórios em todos os parâmetros, poderá haver avaliação para alta ou mudança de unidade de tratamento.
Os entes políticos próximos a Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, intensificaram interlocuções junto ao Poder Judiciário. O objetivo é converter a detenção na Papudinha em regime domiciliar, alegando que as condições de internação hospitalar reforçam a necessidade de um ambiente com suporte médico permanente.
Para a defesa do ex-presidente, a combinação de pneumonia grave e complicações renais configura risco à saúde em ambiente prisional. Eles argumentam que a prisão domiciliar permitiria continuidade do tratamento com estrutura adequada e acompanhamento familiar, reduzindo eventuais agravos ao quadro clínico de Bolsonaro.







