Mãe de Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos em Bacabal, faz apelo às autoridades

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Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, desaparecidos em Bacabal desde 4 de janeiro (Foto: Instagram)

Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, reforçou publicamente nesta semana seu pedido de ajuda ao Estado do Maranhão nas buscas pelos filhos, desaparecidos em Bacabal desde 4 de janeiro. Em depoimento carregado de emoção, a mulher relatou o sofrimento diário causado pela incerteza e cobrou das autoridades maior empenho nas investigações, temendo que o caso perca relevância com o tempo.

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No relato, Clarice descreveu a dor de acordar todas as manhãs sem encontrar as crianças em casa. Ela contou que reza pedindo um sinal divino e sofre com o silêncio dos cômodos vazios. “É um sofrimento que não acaba nunca. Peço a Deus todos os dias para limpar os olhos de quem possa ver meus filhos”, afirmou a mãe, emocionada ao lembrar dos pertences que ainda estão intocados.

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Diante da ausência de novidades nas apurações, Clarice direcionou um apelo direto à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. Ela demonstrou receio de que a investigação seja reduzida a ocorrências de rotina e solicitou que não deixem o caso cair no esquecimento. “Não desista dos meus filhos, só quero eles de volta. Hoje não tenho mais vontade de viver, só Deus me sustentando”, declarou.

Para ampliar o alcance da mobilização, a mãe passou a usar as redes sociais. Em postagem recente, anunciou que começaria a publicar atualizações sobre a busca pelos filhos e a pedir socorro aos seguidores. Ela explicou que, até então, evitava aparecer online para não expor detalhes pessoais, mas agora acredita que a internet pode ajudar a encontrar pistas.

Clarice revelou, porém, que a decisão de se expor nas redes enfrentou resistência interna, por conta do medo de críticas. “Fui muito julgada e apedrejada nas redes sociais. Tive receio de me manifestar antes por causa dessas reações”, disse, pedindo respeito e compreensão ao falar sobre o que considera a maior provação de sua vida.

O caso de Ágatha Isabelly e Allan Michael completa quase três meses sem solução. Familiares seguem mobilizados, mantendo o contato com a polícia e buscando voluntários para ajudar nas buscas pela região de Bacabal. Até agora, nenhuma informação definitiva foi divulgada pelas autoridades.