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Patente da semaglutida em Ozempic expira e deve mudar o mercado no Brasil


Semaglutida: expiração da patente impulsa genéricos em 2026 (Foto: Instagram)

A patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus, vence em 20 de março de 2026, abrindo espaço para a produção de versões genéricas no Brasil. Com isso, aumenta a concorrência e há expectativa de redução de preços, o que pode ampliar o acesso aos tratamentos de diabetes tipo 2 e obesidade. A medida também sinaliza a possibilidade de inclusão futura desses remédios no sistema público de saúde.

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Pela legislação brasileira, medicamentos inovadores desfrutam de até 20 anos de exclusividade de exploração a contar do registro. Durante esse período, somente a empresa detentora da patente — no caso, a dinamarquesa Novo Nordisk — podia comercializar as fórmulas originais. Com o fim dessa proteção, outras fabricantes podem submeter pedidos à Anvisa e lançar genéricos ou similares, desde que cumpram todos os requisitos técnicos e de segurança.

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A quebra de patente tende a estimular a competição no segmento, pressionando os preços para baixo. Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil, informa que já há 13 solicitações de registro de medicamentos com semaglutida em tramitação no país, sendo sete provenientes de laboratórios nacionais. Em geral, os genéricos são obrigados por lei a custar pelo menos 35% menos que o produto de referência, embora estudos do setor apontem reduções potenciais de até 59%. Os similares, por sua vez, costumam ser cerca de 15% mais baratos.

Entretanto, a queda de preços não ocorrerá imediatamente. Os fabricantes precisam concluir a formulação dos genéricos, ajustar suas linhas de produção e aguardar a aprovação regulatória antes de iniciar a comercialização. Apesar desse cronograma, o mercado aposta que a diminuição dos valores comece ainda em 2026, ao longo dos próximos meses, à medida que as novas versões obtenham o aval da Anvisa.

No âmbito do Sistema Único de Saúde, a possível redução dos custos ganha relevância. Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a não inclusão da semaglutida e da liraglutida na rede pública, citando um impacto financeiro superior a R$ 8 bilhões. Com preços mais acessíveis, esse cenário pode ser reavaliado, sobretudo diante da demanda crescente por terapias para obesidade e diabetes.

O Ministério da Saúde informou que já solicitou à Anvisa prioridade na análise de registros de semaglutida e liraglutida para uso no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. Segundo a pasta, a entrada de genéricos no mercado poderá provocar uma queda média de até 30% nos valores, fator determinante para uma eventual incorporação dessas substâncias ao SUS.

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