Anvisa examina oito novos medicamentos após expiração da patente do Ozempic

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Caneta de semaglutida (Ozempic) prestes a ganhar genéricos (Foto: Instagram)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que está avaliando oito novos medicamentos que usam o mesmo princípio ativo do Ozempic, a semaglutida, desde a queda da patente. A expectativa é que o aumento de opções amplie a oferta e estimule a queda de preços no mercado brasileiro. No entanto, especialistas alertam para possíveis riscos ligados ao uso sem prescrição adequada. Se aprovados, os primeiros produtos poderão chegar às farmácias já nos próximos meses.
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A partir desta sexta-feira, dia 20 de março de 2026, a expiração da patente da semaglutida abre caminho para que outras indústrias desenvolvam e comercializem versões alternativas do medicamento. Além do tratamento do diabetes tipo 2, a substância ganhou destaque pelo efeito no emagrecimento, o que rendeu à injeção a alcunha de “caneta emagrecedora”. Com maior concorrência, projeta-se redução de preços e acesso mais amplo à população.
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O novo cenário deve estimular laboratórios nacionais e multinacionais a produzir versões genéricas e biossimilares de semaglutida. Com diversificação de fornecedores, espera-se queda no valor final para os consumidores e viabilização da incorporação desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS) no médio prazo. Isso pode facilitar o tratamento do diabetes em larga escala e ampliar a oferta terapêutica da substância.

De acordo com a Anvisa, existem atualmente oito pedidos de registro em análise para formulações que contêm semaglutida: sete de origem sintética e um de origem biológica. Os processos mais avançados podem receber aprovação já em junho, se comprovarem eficácia, segurança e atenderem a todas as exigências técnicas. Além desses, há nove solicitações aguardando avaliação, que dependem do envio de dados complementares pelas empresas, o que pode estender os prazos.

A avaliação desses medicamentos é complexa, pois a semaglutida reúne características de fármacos sintéticos e biológicos, demandando critérios rigorosos. A Anvisa verifica impurezas, agregados proteicos e esterilidade, além de avaliar o risco de reações imunológicas capazes de comprometer a eficácia ou causar efeitos adversos graves. Até agora, nenhuma grande autoridade regulatória internacional liberou versões sintéticas da substância, o que reforça a necessidade de cautela.

Apesar das vantagens esperadas, a Anvisa e especialistas reforçam que o uso de semaglutida deve ser sempre acompanhado por um profissional de saúde. A redução de preços e o aumento da oferta podem elevar o risco de automedicação, especialmente entre quem busca resultados rápidos na perda de peso. O uso indiscriminado sem orientação pode provocar hipoglicemia, reações alérgicas e outras complicações, ressaltando a importância da prescrição adequada e do monitoramento contínuo.