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Artistas lamentam falecimento do ator Juca de Oliveira: ‘Patrimônio do nosso país’


Juca de Oliveira em cena como o Dr. Albieri, eternizado na obra “O Clone” (Foto: Instagram)

A morte do ator e diretor Juca de Oliveira, aos 91 anos, provocou comoção entre artistas e personalidades de distintos segmentos culturais. Internado desde dias antes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, ele enfrentava pneumonia associada a complicações cardíacas. Nas redes sociais, diversos colegas compartilharam homenagens e lembranças de sua trajetória. Nas plataformas como Twitter e Instagram, amigos e fãs divulgaram mensagens de pesar, ressaltando a relevância de sua obra.

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A apresentadora Maria Beltrão foi uma das primeiras a anunciar o falecimento ao vivo, no programa É de Casa, da TV Globo. Emocionada, ela ressaltou a relevância de Juca para o cenário nacional. “Juca de Oliveira é um patrimônio do nosso país. Ícone da arte brasileira, foi um grande diretor, ator de teatro e artista completo. Nossos mais sinceros sentimentos à família.”

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Gerald Thomas, autor e diretor reconhecido, recordou com emoção o convívio nos bastidores e também do talento de Juca nos palcos. Em sua homenagem escreveu: “R.I.P. Juca querido. Uma grande e deliciosa memória que levo é o carismático almoço na casa de Tônia Carrero, nos meados da década de 1980, quando eu a dirigi.” Para Thomas, a convivência com Juca era fonte de inspiração e camaradagem.

A apresentadora Adriane Galisteu também recorreu ao Instagram para prestar sua homenagem. Em texto marcante, ela afirmou que Juca de Oliveira foi o elo que uniu gerações de grandes nomes do teatro. “Juca parte levando com ele mais do que uma história brilhante! A minha história começa com Bibi, passa por Paulo Autran, encontra Jô… e inevitavelmente chega nele. Juca era esse elo raro entre gigantes, o último dos moicanos de uma geração que ensinou elegância, inteligência e paixão pela cena”, escreveu Galisteu.

Outro veterano da dramaturgia, Ary Fontoura, lembrou no Instagram a amizade e companheirismo do colega. “Juca de Oliveira se foi… e levou com ele um pedaço do nosso palco, da nossa história, do nosso coração. Obrigado por tudo. Que a eternidade te receba com aplausos…”, postou o ator, ressaltando a importância do amigo na construção do teatro e da televisão brasileiras. Ele enfatizou que Juca ajudou a moldar o teatro brasileiro e deixou ensinamentos que perdurarão.

Com mais de seis décadas de carreira, Juca participou de mais de 30 novelas e minisséries, integrou o elenco de mais de dez filmes e encenou cerca de 60 peças teatrais, muitas delas também escritas por ele. Entre os papéis mais lembrados está o do Dr. Albieri em “O Clone”, trama escrita por Glória Perez, que trouxe à tona debates sobre clonagem humana. Juca também se destacou em produções como “Avenida Brasil”, demonstrando versatilidade e presença marcante na telinha. Seu trabalho abrangeu teatro, cinema e televisão, cruzando gerações e estilos e influenciando novas turmas de artistas.

O velório do ator será realizado neste sábado, das 15h às 21h, no Funeral Home, situado no bairro da Bela Vista, no centro de São Paulo. A cerimônia está aberta ao público, que poderá prestar sua última homenagem a este ícone da cultura brasileira.

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