
Trump sugere fim de operações contra o Irã e propõe que aliados protejam o Estreito de Ormuz (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20) que estuda a possibilidade de encerrar as ações militares contra o Irã, ao mesmo tempo em que propôs que a segurança do Estreito de Ormuz seja assumida por outras nações que dependem da rota para transporte de petróleo. Esse trecho do Golfo Pérsico é responsável pela passagem de cerca de 20% do óleo comercializado globalmente.
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Apesar desse sinal de eventual redução dos esforços bélicos, Trump descartou a ideia de um cessar-fogo imediato, alegando que os EUA mantêm uma posição de vantagem no confronto e, por isso, não veem urgência em negociar a interrupção das hostilidades.
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Em postagem na plataforma Truth Social, Trump declarou: “Estamos muito perto de atingir nossos objetivos militares, enquanto consideramos encerrar nossos grandes esforços no Oriente Médio em relação ao regime terrorista do Irã. O Estreito de Ormuz terá de ser vigiado e policiado, conforme necessário, por outras nações que o utilizam, os Estados Unidos não o fazem!”.
Com o conflito aproximando-se de três semanas, as forças americanas, alinhadas a Israel, intensificam operações para neutralizar as tentativas iranianas de bloquear a passagem no Estreito de Ormuz. O Irã tem recorrido a minas marítimas, mísseis e drones armados, gerando queda expressiva no tráfego de embarcações e ampliando o receio internacional sobre o abastecimento energético.
O impacto econômico já é sentido com a alta do petróleo, que fechou a semana próxima a 112 dólares por barril, acumulando significativa valorização desde o início das hostilidades. No mercado financeiro, o índice S&P 500 anotou nova sequência de quedas, refletindo a apreensão global diante da instabilidade na rota de comércio de energia.
Nos bastidores, o discurso de Trump oscila entre sugerir um desfecho próximo e reafirmar que não há pressa para encerrar as operações. Fontes da imprensa americana indicam reforço da presença militar norte-americana, com envio de novos contingentes do Corpo de Fuzileiros Navais e a possibilidade de uma ofensiva terrestre. Recentemente, foi confirmada a movimentação de três embarcações e cerca de 2.500 militares vindos do Japão, e o Pentágono pretende solicitar ao Congresso um aporte superior a 200 bilhões de dólares para custear o prolongamento das missões.
Ainda segundo reportagens internacionais, a Casa Branca avalia uma ação direta sobre a Ilha de Khark, ponto crucial para as exportações de petróleo do Irã, com o objetivo de forçar Teerã a restabelecer a livre circulação no Estreito de Ormuz. A possível ocupação envolveria tropas do Corpo de Fuzileiros, ampliando ainda mais as tensões geopolíticas. Paralelamente, Trump voltou a criticar membros da Otan por não contribuírem com navios para proteger a região e reconheceu que a operação exigirá logística e recursos consideráveis, o que demandaria maior cooperação internacional.







