
Polícia Militar apreende arma e detém homem após tentativa de homicídio em BH (Foto: Instagram)
Na madrugada de sexta-feira (20), em Belo Horizonte, Minas Gerais, um homem foi detido após tentar assassinar o vizinho durante uma discussão motivada por crenças religiosas. Segundo a Polícia Militar, a corporação foi acionada pelo Centro de Operações, que recebeu relatos de disparos e tentativa de agressão com arma branca em um condomínio residencial. Ninguém ficou gravemente ferido, e a rápida intervenção impediu que o conflito se agravasse.
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Conforme apurou o jornal O Tempo, o incidente começou em um salão de festas do prédio, preparado para uma comemoração entre moradores. A discussão teve início quando a vítima afirmou não acreditar em Deus, o que irritou o suspeito, que alegou ter se sentido zombado pelo posicionamento contrário. Testemunhas contam que o agressor passou a vociferar contra o vizinho e, em seguida, decidiu partir para a ofensiva usando objetos cortantes disponíveis no local.
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Durante a confusão, o suspeito apanhou facas que estavam sobre mesas próximas ao buffet e avançou contra a vítima. Em legítima defesa, o morador utilizou uma cadeira como escudo para se proteger dos golpes e, em seguida, trancou o salão, na tentativa de isolar o agressor. Mesmo com o bloqueio, o homem conseguiu arrombar as portas de vidro, quebrando o fechadura e espalhando estilhaços que quase atingiram outras pessoas que estavam no local.
Após o desentendimento no salão, o suspeito deslocou-se para a garagem do prédio e passou a efetuar disparos na direção da portaria. A vítima e uma testemunha ligaram imediatamente para a polícia e aguardaram do lado de fora do condomínio. As equipes de segurança pública realizaram buscas na região, localizaram o homem ainda nas imediações e o renderam sem que novos tiros fossem disparados.
Na abordagem, os policiais encontraram com o suspeito uma pistola Taurus calibre 9 mm, de uso restrito das forças de segurança, carregada com 14 munições. Dentro do veículo dele, estacionado na garagem, havia também uma faca, dois carregadores adicionais do mesmo calibre e duas cartelas de munições intactas, reforçando o arsenal do acusado.
Questionado pelos agentes, o homem assumiu ter iniciado a briga ao se sentir insultado por ter sido chamado de “filho da p***” e confessou que, após o desentendimento, recorreu à arma de fogo. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Minas Gerais, onde o caso foi registrado e segue em investigação para apurar possíveis desdobramentos criminais.
