
Antônio Fernandes Bezerra, 85, vítima de homicídio em Guzolândia (SP) (Foto: Instagram)
Na tarde do último sábado, um crime brutal chocou a pequena cidade de Guzolândia, no interior de São Paulo. O idoso Antônio Fernandes Bezerra, de 85 anos, foi espancado e esfaqueado até a morte dentro de sua própria residência. As principais suspeitas do ataque são a filha da vítima, de 38 anos, e a namorada dela, de 26, que haviam saído recentemente do presídio de Tremembé por meio do benefício da saída temporária. A investigação busca esclarecer por que as duas planejaram e executaram o homicídio de um familiar tão próximo.
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Segundo o boletim da Polícia Militar, a dupla emboscou o idoso por volta das 16h30, usando violência física antes de desferir diversos golpes de faca. Testemunhas relataram que ele não teve chance de defesa, sofrendo socos e chutes no corredor da casa antes de ser perfurado no tórax e no ombro. Agentes encontraram a arma do crime — uma faca de cozinha com lâmina de aproximadamente 20 centímetros — ainda suja de sangue, o que reforça a dinâmica selvagem do ataque.
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Logo após o homicídio, policiais localizaram as duas mulheres em um bar no centro da cidade, onde ingeriam bebidas alcoólicas e comemoravam como se nada tivesse acontecido. Um homem, que estaria envolvido no transporte da arma até o local do crime, também foi detido para prestar esclarecimentos. Segundo o delegado plantonista, as autoridades seguem apurando o grau de participação de cada suspeito e colhendo depoimentos de vizinhos e proprietários de estabelecimentos próximos.
As suspeitas haviam conseguido o benefício da saída temporária para visitas familiares e atividades sociais, concedido pelo regime semiaberto de Tremembé. Esse direito permite que detentos deixem a prisão em datas específicas, como feriados prolongados, desde que cumpram requisitos disciplinares. A concessão desse tipo de saída tem sido alvo de debates no estado, uma vez que outros casos de reincidência e violência surgiram após a aplicação do benefício.
No momento em que foi presa, a filha da vítima afirmou que teria sofrido abusos na infância por parte do pai, justificando o crime como retaliação a anos de maus-tratos psicológicos. A versão, porém, foi contestada por outros parentes, que negaram qualquer histórico de abusos sexuais ou físicos e ressaltaram episódios anteriores de agressões e pequenos furtos cometidos pela mulher em razão do vício em drogas. Familiares também informaram que ela já havia sido internada em clínicas de reabilitação, sem sucesso.
As duas investigadas já retornaram ao sistema prisional e devem responder por homicídio qualificado, com penas que podem chegar a mais de 20 anos de reclusão. A perícia técnica continua trabalhando na análise da cena do crime e nas imagens de câmeras de segurança próximas, buscando determinar todos os passos da ação. O processo terá audiências previstas para as próximas semanas, quando promotor e defesa apresentarão provas e testemunhas.
