Homem é preso em flagrante após matar ‘melhor amigo’ a facadas

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Viatura da Brigada Militar em frente à residência onde ocorreu o crime em Piratini (RS) (Foto: Instagram)

Na manhã de domingo, 22 de março de 2026, um homem de 35 anos foi detido em flagrante no município de Piratini, no interior do Rio Grande do Sul, sob suspeita de ter assassinado o próprio cachorro a facadas. A Brigada Militar foi acionada por vizinhos que ouviram gritos e encontraram o animal caído na sala da casa. Ao chegar ao imóvel, os policiais constataram que o cachorro apresentava ferimentos profundos, possivelmente provocados por uma faca, encontrada logo em seguida, com manchas compatíveis com sangue.

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O caso provocou revolta entre os moradores de Piratini, cidade de cerca de 23 mil habitantes, situada na região da Campanha Gaúcha. Segundo testemunhas, o animal era considerado companheiro inseparável do proprietário, sendo chamado frequentemente de "melhor amigo". Vizinhos relataram que a vítima animal, descrita como dócil e de porte médio, estava abrigada no quintal e entrou na residência onde ocorreu o crime.

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Quando os agentes chegaram ao local, por volta das 9h, o suspeito ainda se encontrava na casa e não resistiu à prisão. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela BM, os policiais apreenderam a faca apontada como instrumento do crime, que apresentava indícios de uso recente. Após receber voz de prisão em flagrante por maus-tratos com resultado morte, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Piratini para prestar esclarecimentos.

Na delegacia, o investigado passou por exame de corpo de delito e prestou depoimento sob custódia. A autoridade policial responsável decidiu autuar o acusado por crueldade contra animal, classificando o caso como crime previsto na Lei de Crimes Ambientais. A faca foi encaminhada para perícia no Instituto-Geral de Perícias (IGP), que deverá confirmar se aquela lâmina foi efetivamente utilizada para desferir os golpes no cão.

De acordo com a legislação brasileira, maus-tratos a animais, quando resultam em morte, podem acarretar pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e possibilidade de proibição de manter a guarda de animais. A conscientização sobre o tema tem ganhado força no país, com organizações não governamentais e órgãos públicos reforçando a importância de denúncias e de aplicação efetiva das sanções previstas na lei.

O caso segue sob investigação para apurar circunstâncias que levaram ao crime e identificar eventuais testemunhas que possam contribuir para a elucidação dos fatos. Autoridades municipais também avaliam medidas de apoio às entidades locais de proteção animal, visando fortalecer a fiscalização e prevenir novos episódios de violência. A repercussão em Piratini alerta para a urgência de políticas públicas que protejam os direitos dos animais em todo o território nacional.