
Menino Henry Borel em foto antes da tragédia (Foto: Instagram)
Em 8 de março de 2021, o menino Henry Borel foi levado ao hospital já sem sinais vitais, o que gerou comoção nacional e manteve o caso na linha de frente das investigações criminais do país. Cinco anos depois, no dia 23 de março de 2026, a mãe da criança, Monique Medeiros, e o ex-vereador Dr. Jairinho serão julgados em júri popular pelas suspeitas de envolvimento direto na morte do garoto. A denúncia apresentada pelo Ministério Público inclui acusações graves, como homicídio triplamente qualificado e tortura, e reflete a severidade das provas obtidas ao longo do processo.
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O julgamento acontece no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e avaliará detalhadamente cada elemento reunido pela investigação. Entre os principais documentos estão os laudos do Instituto Médico Legal, os depoimentos de profissionais de saúde e de pessoas próximas, além de análises tecnológicas que recuperaram conversas apagadas e registros eletrônicos. Essas evidências foram cruciais para desmontar a versão inicial de um acidente doméstico e demonstrar que Henry sofria agressões repetidas.
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A chegada de Henry ao hospital levantou suspeitas pela divergência entre o relato do casal e o estado da criança. Monique e Jairinho haviam afirmado que o menino teria caído da cama em casa, mas a perícia descartou qualquer possibilidade de queda acidental em função da complexidade e da gravidade das lesões apresentadas. Os médicos constataram que ele já estava sem vida quando deu entrada na unidade.
O exame do IML identificou 23 lesões distribuídas pelo corpo de Henry, incluindo laceração hepática e hemorragia interna, provocadas por ação contundente. Também foram encontradas contusões na cabeça, no nariz, nos rins e nos pulmões, além de hematomas no abdômen e no punho. Esses achados reforçaram a hipótese de que o garoto vinha sofrendo violência física de forma contínua.
Durante a apuração, celulares e computadores do casal foram apreendidos e submetidos a técnicas avançadas de recuperação de dados. As mensagens extraídas mostraram que, cerca de um mês antes do óbito, uma babá havia alertado Monique sobre agressões cometidas por Jairinho contra Henry. Ainda segundo as conversas, o menino teria sido submetido a um padrão de violência, com o conhecimento da mãe.
Com base nessas evidências, o Ministério Público denunciou Monique e Jairinho por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Além disso, Monique responde por falsidade ideológica, acusado de ter prestado informações falsas aos médicos para encobrir as agressões e proteger o parceiro.
O pai de Henry, Leniel Borel, acompanha com expectativa o desfecho do julgamento e espera que as penas aplicadas sejam proporcionais à gravidade do crime. Monique Medeiros está presa no Instituto Penal Talavera Bruce, enquanto Dr. Jairinho segue detido em outra unidade do Complexo de Gericinó. Agora, cabe ao júri popular analisar as provas e decidir sobre a culpa dos réus.







