Caso PM Gisele: câmeras corporais mostram reações do tenente-coronel na chegada da polícia

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Tenente-coronel Geraldo Neto durante abordagem de policiais no Brás após o disparo que vitimou a esposa (Foto: Instagram)

O tenente-coronel Geraldo Neto tornou-se réu pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, depois que a perícia identificou divergências em seu depoimento. As gravações das câmeras corporais captaram o comportamento do oficial poucos minutos após o disparo que vitimou a mulher, evidenciando sua tentativa de direcionar o relato e minimizar indícios físicos do crime.

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O material integra o inquérito sobre o feminicídio registrado em 18 de fevereiro no Brás, região central de São Paulo. Nas imagens, é possível ver o tenente-coronel interagindo com os policiais que chegavam ao local, enquanto detalhava questões financeiras e sugeria procedimentos que, segundo os investigadores, prejudicaram a preservação da cena.

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A perícia técnica constatou que o depoimento de Geraldo Neto não condizia com a posição real da arma nem da vítima. Ele alegou que Gisele teria acessado a arma no topo de um guarda-roupa, mas o laudo aponta que uma árvore de Natal bloqueava a visão no ângulo descrito. Além disso, a análise sugere que o militar segurou a esposa pelas costas e atirou lateralmente, simulando o suicídio.

Durante o atendimento dos paramédicos, as câmeras registraram o suspeito comentando os gastos com aluguel e com a educação da enteada, buscando reforçar sua imagem de provedor. Em diversos momentos, ele enfatizou valores elevados deixados para o sustento da família, atitude que, na avaliação da Polícia Civil, visava desviar a atenção de evidências contundentes.

Mensagens de texto recuperadas no inquérito demonstram, porém, um padrão de violência psicológica e controle financeiro. Nelas, o tenente-coronel exigia submissão da esposa e constrangia Gisele dias antes do homicídio, mostrando uma escalada de abuso que culminou no disparo fatal.

Outro ponto relevante das investigações é o intervalo de quase 30 minutos entre o barulho do tiro e o primeiro pedido de socorro feito por Geraldo Neto. Os investigadores acreditam que esse tempo foi usado para reorganizar a cena do crime. Na sequência, as gravações mostram o oficial insistindo em tomar um novo banho, o que levantou suspeitas de possível remoção de vestígios de pólvora ou sangue.

Geraldo Neto agora responde, além de feminicídio, por fraude processual. Ele também enfrenta novas acusações de assédio moral e sexual feitas por outras policiais militares, reforçando um histórico de condutas agressivas dentro da corporação.