Erika Hilton é processada pela ONG Matria após declarações ofensivas a mulheres

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Erika Hilton é processada pela ONG Matria por ofensas a mulheres (Foto: Instagram)

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi processada pela ONG feminista Matria em razão de uma publicação em que se refere a críticos como “transfóbicos e imbecis”, chama o grupo de “esgoto da sociedade” e afirma que eles “podem latir”. A ação, protocolada no último domingo (22), acusa a parlamentar de proferir ofensas à honra e à dignidade de mulheres, requerendo medidas para reparação dos danos causados.

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Segundo informações do portal Metrópoles, a ONG solicitou à Justiça que Erika Hilton seja obrigada a excluir a postagem no prazo de 24 horas e a divulgar uma retratação pública no mesmo intervalo. O texto sugerido prevê um pedido formal de desculpas pelas expressões consideradas ofensivas ao público feminino.

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Além da retratação, Matria pede a aplicação de multa de R$ 500 mil, valor que seria destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça. A iniciativa busca coibir manifestações que atentem contra a honra coletiva de mulheres e assegurar punições proporcionais aos prejuízos causados.

A publicação alvo do processo foi feita na plataforma X (antigo Twitter) logo após Erika Hilton assumir a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Ao comemorar a conquista, ela ressaltou que sua trajetória inclui enfrentamentos diários contra preconceitos relacionados à identidade de gênero.

Hilton destacou ainda que, além da condição trans, fatores como raça, classe social e local de residência influenciam diretamente o tratamento dado a cada mulher. Na mensagem, ela celebrou a vitória “enfrentando e derrotando o centrão e a extrema direita” e frisou que não se intimida diante de críticas vindas de quem chamou de “esgoto da sociedade”.

Em suas palavras, a deputada afirmou que fez história ao ocupar o cargo e enfatizou a importância de unir todas as mulheres para debater formas de combater a violência de gênero. O caso será agora analisado pela Justiça, que deverá decidir se acolhe os pedidos de exclusão da postagem, retratação e aplicação de multa.