Família de Gisele Alves Santana afirma que prisão do tenente-coronel é apenas o começo

Posted by


Gisele Alves Santana em foto oficial da PM (Foto: Instagram)

No domingo (22), Marinalva Vieira e José Simonal, pais da policial militar Gisele Alves Santana, se manifestaram pela primeira vez sobre a detenção do genro, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto. Ele foi preso na semana anterior sob acusação de feminicídio e fraude processual, em desdobramento das investigações sobre a morte de sua filha. A família reforça que o episódio marca apenas o início de um processo de busca por respostas e justiça.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Em conversa com o jornalista Roberto Cabrini, da Record, Marinalva e José demonstraram confiança no trabalho da Polícia Civil e no Ministério Público. Para os pais, a prisão representa um passo essencial para esclarecer os fatos. “Não vai trazer minha filha de volta, mas alivia meu coração só de ver ele preso”, afirmou a mãe de Gisele, ressaltando o alívio que a medida judicial trouxe ao núcleo familiar.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Marinalva negou qualquer contato com o genro após o falecimento da filha, contradizendo a versão apresentada pela defesa de Rosa Neto. Segundo ela, a família só soube da morte de Gisele por meio de uma colega de trabalho, e não por informação oficial ou direta do marido. “Até hoje não tivemos contato nenhum com ele. Ficamos sabendo da morte da minha filha por uma colega dela. Que marido é esse?”, indagou a mãe.

A policial, segundo Marinalva, sofria episódios de ciúme excessivo por parte do tenente-coronel. Em uma das ocasiões, ele encontrou uma bala na bolsa de Gisele e a questionou: “Pra que essa bala? Você vai beijar quem?”. Essa atitude, conforme a mãe, evidenciava um comportamento possessivo e controlador, que se tornou cada vez mais preocupante.

José Simonal reforçou o relato, destacando que o ciúme, embora natural em qualquer relação, havia ultrapassado limites aceitáveis. “Ter ciúmes é comum, mas quando passa do limite, a gente percebe que não é algo saudável”, lamentou o pai, enfatizando que a filha vivia sob constante pressão emocional.

Relembre o caso
Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde residia com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Socorrida pelo Samu, ela chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Inicialmente, a polícia tratou a ocorrência como um possível suicídio.

Com a exumação do corpo e novos exames periciais, surgiram inconsistências na versão inicial. Relatórios apontaram que a trajetória do disparo e a distribuição de sangue em diferentes cômodos não condizem com um ato voluntário. Essas informações foram fundamentais para que a Justiça autorizasse a prisão preventiva de Rosa Neto.

Com base nesses laudos, o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual. A Polícia Civil, com o apoio do Ministério Público, solicitou sua detenção, que foi deferida pela Vara de Violência Doméstica. O caso segue sob investigação, com laudos adicionais sendo aguardados para aprofundar a apuração dos fatos.