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Imagens mostram Monique e Jairinho durante o julgamento do caso Henry Borel


Júri de Monique Medeiros e Dr. Jairinho por morte de Henry começa no TJ-RJ (Foto: Instagram)

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro recebe nesta segunda-feira (23) o júri popular de Monique Medeiros e Dr. Jairinho, acusados pela morte do menino Henry Borel. O casal responde a denúncias que incluem homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual, em um caso que comoveu o país desde março de 2021. As sessões acontecem na sala do júri, onde jurados avaliarão cada prova apresentada.

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A investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro reuniu laudos periciais, depoimentos de testemunhas e análises tecnológicas. Esses elementos apontam um conjunto de agressões sofridas por Henry antes de seu falecimento, reforçando a linha de acusação de violência reiterada contra a criança.

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De acordo com o inquérito, o casal levou Henry desacordado ao hospital, onde médicos constataram que ele já havia chegado sem vida. Inicialmente, Monique Medeiros e Dr. Jairinho alegaram que o menino teria caído da cama, mas a perícia técnica descartou a versão de acidente doméstico, pois as lesões não correspondiam a uma simples queda.

O Instituto Médico Legal identificou 23 ferimentos pelo corpo de Henry. A causa mortis foi hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente, além de contusões na cabeça, nariz, rins e pulmões, e hematomas no abdômen e no punho. Segundo os peritos, a gravidade e a distribuição das marcas indicam agressões reiteradas.

Durante as diligências, policiais apreenderam celulares e computadores dos acusados. Utilizando tecnologia estrangeira para recuperar dados apagados, os investigadores encontraram conversas em que uma babá alertava Monique, cerca de um mês antes do episódio fatal, sobre supostos maus-tratos praticados por Jairinho. As mensagens sugerem que Monique tinha ciência da rotina de violência imposta a Henry.

Com base nas evidências, o Ministério Público formalizou denúncia contra o casal pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Monique Medeiros ainda responde por falsidade ideológica por ter prestado informações falsas no hospital, na tentativa de proteger o companheiro.

O pai de Henry, Leniel Borel, manifestou o desejo de ver os acusados condenados com penas elevadas. Monique cumpre prisão no Instituto Penal Talavera Bruce e Dr. Jairinho encontra-se em outra unidade do Complexo de Gericinó. Agora, cabe aos jurados decidir se confirmam a responsabilidade criminal do casal pela morte do menino.

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