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Leniel Borel chora ao chegar para julgamento e exige respostas: ‘Condenação é o mínimo’


Leniel Borel chega emocionado ao Tribunal de Justiça do Rio para acompanhar julgamento pela morte do filho Henry (Foto: Instagram)

Leniel Borel, pai de Henry, chegou emocionado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira (23) para o início do julgamento que apura a morte de seu filho de 4 anos. A corte avalia as acusações contra Monique Medeiros da Costa, mãe da criança, e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o “Dr. Jairinho”, então padrasto do menino, pelos crimes que levaram ao falecimento de Henry em março de 2021.

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Visivelmente abalado, Leniel não conteve as lágrimas ao falar com a imprensa. Sob o paletó, usava uma camiseta estampada com uma foto ao lado do filho. Ao chegar, foi acolhido por Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, que se declarou solidária a todas as vítimas de violência.

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Durante suas declarações, Leniel reforçou o pedido de esclarecimentos sobre o que ocorreu na madrugada de 8 de março de 2021, quando Henry estava no apartamento com Monique e Jairinho. “Três pessoas entraram vivas naquele imóvel – dois adultos e uma criança. Horas depois, saem dois adultos vivos e uma criança morta. O que aconteceu com o meu filho? A condenação é o mínimo para esses dois monstros”, questionou o pai.

Ele também falou sobre a necessidade de, ao final do processo, poder dar início ao seu luto. “Espero que, após esse julgamento, eu consiga viver o meu luto e que o meu filho possa descansar em paz”, declarou Leniel, visivelmente ansioso pelo desfecho.

Além disso, o pai de Henry fez um apelo para que a babá Thayná Oliveira, que não foi localizada pela Justiça, compareça ao júri e preste depoimento. Segundo ele, Thayná fazia parte da rotina da criança e poderia ajudar a esclarecer detalhes cruciais sobre a última noite de Henry.

No campo da defesa, os advogados de Jairinho acusam Leniel de tentar influenciar os laudos do Instituto Médico Legal (IML), alegando que o pai teria submetido o documento a seis revisões complementares. “Há manipulação clara e tráfico de influência para incriminar o nosso cliente”, afirmou o advogado Fabiano Lopes. Em resposta, o promotor garantiu que o pai não teve poder algum sobre as investigações. Já a defesa de Monique Medeiros sustenta que ela foi manipulada pelo ex-vereador e só entendeu a gravidade dos fatos após estar presa, negando conhecimento prévio das agressões sofridas pelo filho.

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