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Ciência recupera atividade em cérebro congelado pela 1ª vez

Ciência recupera atividade em cérebro congelado pela 1ª vez (Foto: Ilustrativa/Reprodução)

Pesquisadores da Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nuremberg (FAU) e do Hospital Universitário de Erlangen, na Alemanha, conseguiram congelar tecido cerebral e reativar sua atividade após o descongelamento, segundo estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, ao investigar formas de preservação por frio extremo inspiradas em mecanismos naturais. O experimento foi realizado em pequena escala e buscou entender como evitar danos causados pela formação de cristais de gelo nas células.

No estudo, os cientistas observaram que, após o processo de congelamento e descongelamento, neurônios voltaram a trocar sinais elétricos e responder a estímulos de maneira próxima ao normal em algumas amostras.

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A pesquisa parte de uma referência da natureza. A salamandra siberiana é capaz de sobreviver por décadas em temperaturas de até -50 °C no permafrost, graças à produção de uma substância no fígado que atua como anticongelante biológico e protege as células contra danos.

Segundo os pesquisadores, o principal desafio no congelamento de tecidos não está apenas na baixa temperatura, mas na formação de cristais de gelo durante o processo. Quando a água presente nas células congela, ela se expande e pode deformar ou romper estruturas microscópicas, especialmente no cérebro.

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Os resultados indicam que a preservação funcional do tecido cerebral pode ser mais viável do que se acreditava, embora ainda limitada a condições experimentais e distante de aplicações em larga escala, como a preservação de cérebros ou corpos humanos.

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